WHEY PROTEIN

A proteína é o macronutriente mais importante para o corpo humano e uma alimentação rica em proteínas é capaz exercer efeitos benéficos sobre a composição corporal e, principalmente, sobre o nosso metabolismo.

No entanto, atualmente nossa alimentação é rica em carboidratos e um número crescente de estudos mostram que o consumo de proteína na nossa dieta é cada vez menor. No Brasil, por exemplo, esse cenário parece ser ainda pior e a deficiência nutricional de proteína deveria ser uma preocupação de saúde pública.

Estudos recentes mostram que ter uma alimentação rica em proteínas está relacionada com a redução do estresse oxidativo, com a manutenção da massa muscular, com a diminuição da prevalência da obesidade, com a melhora da resistência à insulina, com a diminuição da hemoglobina glicada, com a diminuição do risco cardiovascular e até com a melhora imunológica.

Face ao esgotamento dos recursos naturais e do crescimento populacional novas estratégias para uma dieta rica em proteínas tem sido proposta, uma vez que, a sustentabilidade do consumo de carnes de origem animal pela população é extremamente onerosa para o meio ambiente.

Por esse motivo, diversos produtos agro-industriais ricos em proteínas tem tido grande crescimento em todo o mundo. Um deles é o whey protein, um dos suplementos nutricionais mais consumidos no mundo.

O whey protein, ou proteína do soro do leite, foi considerado um resíduo pela indústria de laticínios por décadas. Mas felizmente o seu potencial como um suplemento está sendo reconhecido nas últimas décadas. O soro de leite contém 15 a 20% de proteínas totais do leite com alta qualidade nutricional e de rápida absorção. Essa proteína do soro do leite é globular com os seguintes componentes principais: beta-lactoglobulina (35-65%), alfa-lactoglobulina (12-25%), imunoglobulinas (8%), albumina (5%) e a lactoferrina (1%).

O Whey protein é, também, uma fonte rica de aminoácidos de cadeia ramificada: leucina, isoleucina e valina (BCAA) e outros aminoácidos essenciais como a cisteína (o precurssor da glutationa um potente antioxidante). A leucina é, também, um dos aminoácidos mais abundantes do whey protein e desempenha um papel fundamental na regulação da síntese de proteínas musculares.

Ao contrário do que muitos pensam existem diferentes métodos utilizados para a extração das proteínas do soro do leite. Com base na sua concentração e seus atributos, o whey protein é comercializado nas seguintes formas:

# Whey Concentrado: não sofre etapas de filtração rigorosa possui gordura e lactose, juntamente com 29 a 89% de proteínas dependendo da qualidade. O processo de filtragem mais simples não elimina a lactose e a gordura o que torna a absorção mais lenta, não sendo o mais adequado para indivíduos com intolerância a lactose.

# Whey Isolado contém 90% de proteínas. Existem dois tipos de whey isolado:

1 – O por troca-iônica onde o processo de filtragem é mais antigo e a desvantagem é o aquecimento que desnatura as proteínas e a eleva a quantidade de sódio no produto final pelo processo químico.

2 – O isolado por micro-filtragem a frio é um processo mais moderno que garante maior integridade das proteínas por não passar por aquecimento e menor teor de sódio.

# Whey Hidrolisado: a hidrólise consiste na quebra das moléculas de proteínas em peptídeos menores por processos químicos ou enzimáticos, o que facilita a absorção e o metabolismo. O processo de hidrólise favorece uma maior absorção intestinal do whey pela quebra dos peptídeos e uma maior biodisponibilidade dos aminoácidos. Uma boa alternativa para indivíduos com intolerância a lactose.

# Tri-Whey e outras misturas: Inúmeros tipos disponíveis no mercado (ex: concentrado + isolado + hidrolisado) ou a mistura de dois tipos. Não existem estudos randomizados que mostrem benefícios dessas misturas. Sendo o isolado e o hidrolisado, as melhores opções para intolerantes a lactose.

Existe diversos estudos científicos mostrando benefícios da proteína de soro de leite para nossa saúde. Ao contrario do que muitos afirmam o whey tem benefícios muito mais importantes do que apenas o ganho muscular. Estudos recentes mostram a associação do uso do whey com a redução do estresse oxidativo, com a prevenção da perda muscular e a sarcopenia em idosos, com a diminuição da hemoglobina glicada e como uma boa opção para tratamento nutricional do Diabetes 2.

O Diabetes 2 e a resistência à insulina são um dos maiores problemas de saúde pública atuais e estão relacionados com uma série de complicações da hiperglicemia como: a perda da visão, a aterosclerose, a síndrome metabólica, úlceras em membros inferiores e a esteatose hepática. Estudos mostram que o whey protein pode diminuir os níveis de glicose no sangue e aumentar a liberação de hormônios que diminuem o apetite (leptina e PYY).

Estudos mostram que o whey protein parece estimular o GLP-1 hormônio que possui potente ação na diminuição da glicemia através da estimulação da insulina e da inibição do glucagon, podendo ser usado como uma estratégia importante no tratamento do Diabetes 2.

A suplementação com whey protein somente deve ser realizada após a avaliação da função renal e hepática.

Os benefícios dos suplementos de proteína são comprovados por diversos estudos para ganho de massa muscular, no auxilio ao tratamento do diabetes 2, no auxilio ao tratamento da obesidade e da síndrome metabólica e na prevenção da perda muscular excessiva relacionada ao envelhecimento. Mas, vale ressaltar que a suplementação não deve substituir alimentos e as doses devem ser sempre individualizadas, por isso a avaliação e o acompanhamento com o médico é fundamental para indicar as melhores opções do mercado e para se obter apenas os benefícios nutricionais da suplementação. O acompanhamento é essencial, principalmente, para indivíduos diabéticos, hipertensos, idosos, atletas de alta performance e indivíduos que estão em um programa de emagrecimento. Tenha sempre equilíbrio e coerência nas suas escolhas.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

RISCOS E BENEFÍCIOS DO CONSUMO DE CARNE VERMELHA

A carne vermelha, de maneira geral, constitui uma base significativa da alimentação diária.Embora represente uma importante fonte de proteínas (aminoácidos essenciais) e de micronutrientes, as evidências científicas atuais tem associado seu consumo a um maior risco de ocorrência de diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e oncológicas.

O padrão alimentar ocidental é classificado por ter um consumo elevado de carne e derivados, baixa ingestão de fruta e vegetais, associada a estilos de vida como tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo. Vários estudos revelam que estes hábitos estão associados a um elevado risco de mortalidade (22%), causado por doença cardiovascular (DCV), em comparação com um padrão alimentar equilibrado com predomínio de ingestão de frutas, vegetais, legumes, carnes brancas e grãos integrais.

Estudos epidemiológicos comprovam que o aumento do consumo de carne vermelha aumenta o risco de desenvolvimento de doença cardíaca coronariana, acidente vascular encefálico e infarto do miocárdio, além de diabetes mellitus tipo 2 e de diversos tipos de neoplasias, em especial do câncer do cólon.

Também existem evidências que indicam haver uma associação forte entre o consumo de carne processada e o surgimento de neoplasias do estômago, assim como do pâncreas e da próstata.

Existem na carne vermelha, sobretudo na processada, elementos que são responsáveis pelo aumento da incidência de doenças: ácidos gordos saturados e compostos mutagênicos e carcinogênicos como aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, além do ferro, dos nitratos e dos nitritos.

Em outubro de 2015, a agência internacional para a investigação oncológica, International Agency for Research on Cancer (IARC) juntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificaram a carne processada como carcinogênica grupo I e a carne vermelha foi classificada como possivelmente carcinogênica grupo 2A.

Esta classificação foi baseada em estudos realizados em humanos e animais que consumiam este tipo de carne e que desenvolveram câncer colo-retal, assim como outros tipos de câncer.

O fato da carne processada ser classificada como carcinogênica deve-se ao fato de lhe serem adicionados aditivos, assim como ao processamento em si. A oxidação e deterioração são vistos como principais fatores de ignição para os possíveis problemas de saúde causados pelo consumo destes alimentos. Estas reações ocorrerão devido ao alto teor de sal, de ferro e à abundância relativa de fosfolípidos endógenos. O elevado teor calórico da carne aumenta o risco de obesidade o que também é um fator de risco para o surgimento de câncer.

A carne vermelha processada é sujeita a tratamentos térmicos (temperaturas elevadas), cura, defumação, fermentação, adição de sal e adição de conservantes químicos (para prolongar o seu prazo de validade e melhorar as suas propriedades organolépticas), processos que levam à formação de citotoxinas.

Existem recomendações internacionais para que a ingestão de carne vermelha seja inferior a 71g/dia ou 500g por semana e para que a ingestão de carne processada seja evitada ao máximo, para que sejam prevenido o câncer de cólon. Contudo há estudos que as contradizem, pois, por exemplo, com o declínio da ingestão de carne vermelha no Reino Unido, era esperado que a incidência de câncer do cólon também decrescesse, mas houve um aumento significativo da incidência do mesmo.

Muitas vezes os estudos tem resultados contraditórios e são difíceis de comparar, nomeadamente porque há várias diferenças durante a análise: tamanho da amostra, método de avaliação dietética, entre outros. A grande limitação destes estudos deve-se também ao fato das discrepâncias na definição de carne vermelha e carne processada.

No entanto é consensual que há maior risco de surgir câncer do cólon ao ingerir carne processada do que ingerir carne vermelha não processada. Assim, o potencial carcinogênico da carne estará associado ao tipo de carne consumida (vermelha e/ou processada), o processo de confecção, a quantidade consumida e riscos genéticos individuais.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

OS RISCOS DO AÇUCAR

Alguns motivos baseados em estudos científicos para você diminuir o consumo açúcar:

# O Açúcar não é alimento, possui baixo valor nutricional e destrói vitaminas para ser processado.

# Não é um “alimento“ essencial para o ser humano (são apenas 8 aminoácidos e 2 ácidos graxos que nosso corpo não é capaz de produzir).

# Gera uma resposta inflamatória silenciosa no organismo (devido a glicação excessiva ativando NF-KB).

# Aumenta a Insulina em níveis supra fisiológicos gerando inibição do hormônio do crescimento diminuindo a ação do sistema imune.

# Acelera o envelhecimento (devido ao aumento da relação CO2/O2 mitocondrial).

# Causa euforia excessiva, compulsão e sensação de bem estar semelhante a cocaína.

# Nos deixa com humor alterado devido ao súbito aumento de insulina e adrenalina na corrente sangüínea.

# Causa disfunção multiorgânica no pâncreas, rins, endotélio dos vasos e coração.

# Estima-se que 1/3 da população com mais de 20 anos nos EUA seja pré-diabética e esse grupo possui um risco muito maior para o desenvolvimento da Diabetes. Para se avaliar a gravidade dessa situação, estudos mostram que ser pré-diabético aumenta o risco do desenvolvimento de câncer endometrial, fígado, estômago e do cólon. O pior é que apenas 10% dos pré-diabéticos sabem que possuem essa condição, por isso, faz-se importante a avaliação de rotina com um médico.

# Existe uma grande preocupação com a gordura e o aumento de doenças cardiovasculares. Sim, é verdade que o aumento da obesidade representa grande fator de risco para o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral. No entanto, estudos mostram que o excesso de AÇÚCAR esta diretamente relacionado com aumento de morte por doenças cardiovasculares.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

PREVENÇÃO DO CÁLCULO RENAL

Como você pode prevenir pedras nos rins?

  • Beba mais líquidos:

Beber cerca de 2 a 3 litros de líquido por dia ajuda a manter a urina diluída – o que reduz a concentração de minerais evitando a formação de cristais precursores da pedra nos rins. Pelo menos metade do líquido deve ser de água; os outros líquidos podem ser outras bebidas que você gosta. (procure evitar sucos artificiais e refrigerantes carbonatados como Coca- cola e Pepsi)

  • Ingesta de frutas cítricas:

 A ingesta regular de frutas ou suco de frutas cítricas (limão, laranja e abacaxi) aumenta a presença de citrato na urina. O citrato é um fator protetor para pacientes com predisposição à formação de pedras de oxalato de cálcio.

  • Reduzir a quantidade de sal que ingere:

 Reduzir o sal (sódio) na dieta contribui para reduzir a quantidade de cálcio na urina, o que por sua vez reduz a tendência para a formação de pedras de cálcio. Redução do sal na alimentação é melhor realizado por não adicionar sal à sua comida e evitando os alimentos alto teor de sódio, como carnes processadas, alimentos de conveniência salgados, sopas em caixas/enlatados, salgadinhos ou macarrão, pães ou arroz em excesso.

  • Certifique-se de sua dieta contém quantidades adequadas de cálcio:

Vários anos atrás, acreditava-se que o cálcio da dieta deveria ser restrito em pacientes com pedras nos rins. Estudos atuais mostram que a inclusão de, pelo menos, duas porções de alimentos com alto teor de cálcio por dia na dieta reduzem efetivamente a taxa de formação de pedras nos rins contendo cálcio.

  • Evite os alimentos que podem aumentar a quantidade de oxalato ou ácido úrico na urina:

 Os seguintes alimentos devem ser evitados: chocolate, anchovas, ruibarbo, caviar, verdes, arenque, vieiras, amendoim, mexilhões, aspargos, miúdos (fígado , rins, cérebros), chá preto, carne e caldo de carne.

  • Medicamentos:

 Estes só devem ser prescritos pelo seu médico após a causa de suas pedras nos rins seja determinada.

# A hidroclorotiazida, um diurético que é muito eficaz na redução de cálcio na urina e prevenção de cálculos renais.

# O bicarbonato de sódio e o citrato de potássio administrado por via oral e faz com que a urina fique menos ácida. Por sua vez, isso reduz a quantidade de ácido úrico e cistina na urina.

# Captopril: Esta droga é útil na redução da excreção de cistina em pacientes que têm isso como o motivo de suas pedras nos rins.

# Antibióticos: Naqueles pacientes que têm pedras de estruvita (infecção), prevenir ou controlar a infecção urinária é obrigatória para prevenir a recorrência de pedras.

# Alopurinol: Está droga reduz a quantidade de ácido úrico no sangue e por consequência diminui a possibilidade de formação de pedra de acido úrico nos rins.

A prevenção de pedra nos rins é fundamental para evitar danos cumulativos ao rim.

Este artigo tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

PRÉ-TREINO X HIIT (TREINAMENTO INTERMITENTE DE ALTA INTENSIDADE)

No treinamento HIIT (Treinamento Intermitente de Alta Intensidade), os atletas realizam atividades de alta intensidade (ataques) intercalados com períodos de recuperação ativa ou passiva.

Os HIITs podem ser realizados em várias modalidades de esportes, como musculação, crossfit, corrida, ciclismo, natação, futebol, handebol, basquete, volêi, tênis, mountain Bike…

Um recente estudo publicado no Jornal Internacional da Sociedade de Nutrição Esportiva demonstrou que os atletas HIITs em uso de pré-treinos, formulados com doses corretas de cafeína, creatina e BCAA, aperfeiçoaram a velocidade máxima, o VO2 máximo (capacidade máxima de um corpo transportar e metabolizar o oxigênio durante o exercício), a porcentagem de massa magra e o total de volume treinado.

Entretanto, é fundamental a prévia avaliação médica, especialmente cardiovascular, para possibilitar a prática da atividade física com segurança, assim como o uso de pré-treinos adequados.

Se bem formulado, estes pré-treinos irão aumentar a performance do atleta sem a possibilidade de cair em um exame anti-doping, uma vez que tais produtos são permitidos em competições esportivas oficiais.

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OMEPRAZOL: RISCOS E CUIDADOS

O Omeprazol foi um medicamento que surgiu como uma autêntica revolução no tratamento de diversas doenças que atingem o estômago. É um medicamento da classe dos inibidores da bomba de prótons e indicado para pessoas que sofrem de má digestão, refluxo, azia, hérnia de hiato ou úlceras pépticas benignas, tanto gástrica como duodenal. Apesar de seu valor no arsenal terapêutico, é um medicamento que deve ser usado apenas sob orientação médica e com a devida moderação.

Seu uso prolongado (cerca de dois anos) pode provocar demência e traz mais chances de desenvolver doenças do coração.

Nos últimos três anos, a Food and Drug Administration (FDA) emitiu dois alertas sobre os inibidores da bomba de prótons, de acordo com o Harvard Heatlh Publications. Em abril de 2011, a agência alertou que o uso prolongado (mais de um ano) deste tipo de medicamento poderia levar a uma queda na absorção de magnésio, elevando o risco de arritmias, derrames cerebrais, convulsões, enfraquecimento dos ossos e espasmos musculares.

Pesquisadores da Kaiser Permanente, líder na indústria da saúde norte-americana, demonstraram que o uso contínuo do Omeprazol leva a uma baixa absorção de vitamina B12. 

Por isso, tais medicamentos não devem ser usados por longo prazo. Devem ser apenas prudentemente usados em casos de úlceras estomacais, refluxos e gastrites. Embora existam alternativas ao Omeprazol, nenhum medicamento ainda conseguiu ser tão eficiente quanto este.

O omeprazol reduz a produção de ácido clorídrico e uma das funções do ácido produzido no estômago é inibir a chegada de bactérias ao intestino, prevenindo infecções. Além disso, a mesma célula que produz o ácido clorídrico também produz uma substância chamada fator intrínseco, essencial na absorção da vitamina que B12. A deficiência dessa vitamina pode causar, no futuro, por exemplo, a demência.

A baixa acidez no estômago também reduz a metabolização e prejudica a retirada do ferro e do cálcio dos alimentos A falta de ferro pode levar à anemia e a de cálcio pode acarretar osteopenia ou até mesmo osteoporose. É fundamental que o uso do medicamento seja prescrito e acompanhado por um profissional, já que seu uso indiscriminado pode acarretar efeitos colateral.

Quem faz uso do medicamento e tem acompanhamento médico não deve se preocupar pois cabe ao profissional de saúde monitorar tais deficiências e saber como contorná-las.

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O USO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS E O ATRASO NA RECUPERAÇÃO DAS LESÕES

O uso de anti-inflamatórios inibidores da COX 2 – ciclo-oxigenase 2 (enzima responsável pelo fenômeno de inflamação e pela síntese de prostaglandinas), como Diclofenaco, Nimesulida, Indometacina, Naproxeno e Piridoxicam, podem atrasar o processo de recuperação de um tendão ou músculo lesionados ao reduzir a resposta fisiológica aos microtraumas.

Em um processo de cura, tanto muscular como ligamentar, a área lesionada sofre um processo de inflamação, que estimula a irrigação sanguínea local, liberando os macrófagos responsáveis pela fagocitose das células lesionadas e liberando fatores de crescimento locais que irão estimular a substituição do tecido lesionado por um novo.

Ao inibir a inflamação, é gerada a inibição de todo este mecanismo. Ao contrário dos anti-inflamatórios, a carga mecânica apresenta efeitos positivos sobre a cicatrização, por isso não se deve evitar totalmente o movimento, a não ser que haja uma indicação médica específica.

Devemos lembrar que a dor é um sinal importante de que algo está errado. Assim, temos que estar mais atentos na maneira e na intensidade correta da prática da atividade. A melhora da dor nos informa o momento correto de se retornar ao exercício.

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O RISCO DOS ANTI-INFLAMATÓRIOS NO EXERCÍCIO FÍSICO

A dor proveniente do esforço muscular pode naturalmente surgir no processo de cicatrização. Entretanto, embora realmente desconfortável, o uso de anti-inflamatórios não é a melhor resposta para tal situação. ⠀

Sua utilização aumenta o risco de lesão ao reduzir o processo de dor, um dos mecanismos de defesa do organismo. Além disso, o uso desse tipo de medicamento reduz o fluxo sanguíneo, impedindo que nutrientes cheguem até o músculo afetado, retardando o processo natural de recuperação.

Sendo assim, o uso de anti-inflamatórios, especialmente em altas doses, embora alivie a dor, atenua a hipertrofia muscular e o ganho de força.

Sentir dor muscular após um treino intenso é normal. É exatamente esse estresse que resultará na adaptação do tecido e consequente fortalecimento e crescimento. Uma opção para aliviar a dor é fazer compressas de gelo no local. ⠀

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O EXERCÍCIO AERÓBICO ATRAPALHA NA HIPERTROFIA MUSCULAR?

           Uma das grandes dúvidas do praticante de musculação que foca na hipertrofia é se o mesmo deve realizar exercícios aeróbicos. A resposta é SEMPRE sim.

           Apesar da musculação ser principalmente uma atividade anaeróbica  (utiliza o ATP, a fosfocreatina e o glicogênio muscular como fontes de energia, sem o uso do oxigênio neste processo), TODA recuperação muscular é aeróbica, ou seja, será utilizado o glicogênio muscular e os triglicérides intramusculares através de um metabolismo que utiliza o oxigênio, e potencializa a geração de energia.

            Ao se praticar cronicamente uma atividade aeróbica, o intervalo entre os exercícios de hipertrofia na musculação apresentará uma recuperação mais otimizada, sendo fornecida mais energia à musculatura que será trabalhada e melhor será a remoção da acidez local, que induz a fadiga muscular, propiciando ao atleta um trabalho muscular mais eficiente e com maior sobrecarga, estimulando ainda mais a hipertrofia muscular.

             O ideal é realizar o aeróbico em um período do dia diferente da musculação. Se houver impossibilidade, deve ser feito após o treinamento de resistência (musculação), já que a realização do aeróbico antes da musculação irá reduzir o glicogênio muscular e aumentar a acidez local que são causas de fadiga.

             A intensidade, a duração e o tempo semanal do aeróbico deve ser individualizado pelo treinador e pelo médico, para que não seja excessivo, impedindo assim o aumento dos hormônios contra-reguladores do anabolismo muscular (cortisol e marcadores inflamatórios), que atrapalham a hipertrofia muscular.

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O EXAME DE TOQUE RETAL É OBRIGATÓRIO PARA TODOS SO HOMENS ?

Com a campanha “Novembro Azul”, instituída anualmente no referido mês, dedicada à prevenção do câncer de próstata, surge com os pacientes a seguinte dúvida: todos os homens com mais de 45 anos devem fazer o exame de toque retal?

A resposta é NÃO. Embora o câncer de próstata apresente-se como o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele, o exame de toque retal não é mais uma unanimidade entre os profissionais da saúde. Obviamente, é imprescindível a realização do check-up médico anual, preventivo, inclusive em todas as faixas etárias e em ambos os sexos. O que não significa que o exame específico de toque retal deva ser obrigatoriamente realizado em todos os homens com mais de 45 anos de idade. 

A Força Tarefa Americana de Serviços de Prevenção, a Força Tarefa Canadense em Saúde Preventiva, a Associação de Urologistas dos EUA, o Ministério de Saúde Brasileiro, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e até o Instituto Nacional do Câncer (INCA) não aconselham a realização constante e obrigatória do toque retal. Enquanto isso, a Sociedade Brasileira de Urologia defende que é muito importante fazer o exame com frequência a partir dos 45 anos de idade e que essa é a forma mais eficaz de prevenção.

Acontece que um estudo realizado pela Harding Center acompanhou 2 mil homens por 10 anos, dos quais 1000 passaram anualmente por exames de toque retal e 1000 não. No primeiro grupo, 7 homens morreram de câncer de próstata, enquanto entre aqueles que não realizaram o teste com frequência, exatos 7 também morreram pela mesma razão. Além disso, no acompanhamento, 160 homens se tornaram suspeitos de ter o câncer, quando não tinham.

Diante desses resultados, de todos os preconceitos e controvérsias, procuramos adotar os protocolos de instituições importantes de saúde. Apoiamos incontestavelmente a realização dos check-ups anuais preventivos que incluem diversos exames, inclusive hormonais. No referido check-up, o acompanhamento da saúde prostática pode ser realizado através do exame de PSA (antígeno prostático específico medido no exame de sangue) e, quando necessários, Ultrassonografia e/ou Ressonância Magnética da Próstata. Recorremos ao exame de toque retal em casos assintomáticos específicos, ou em homens com 45 anos ou mais, que tenham apresentado sintomas da doença (como dificuldade de urinar e dor óssea) ou que tenham histórico de câncer de próstata na família.

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