WHEY PROTEIN

A proteína é o macronutriente mais importante para o corpo humano e uma alimentação rica em proteínas é capaz exercer efeitos benéficos sobre a composição corporal e, principalmente, sobre o nosso metabolismo.

No entanto, atualmente nossa alimentação é rica em carboidratos e um número crescente de estudos mostram que o consumo de proteína na nossa dieta é cada vez menor. No Brasil, por exemplo, esse cenário parece ser ainda pior e a deficiência nutricional de proteína deveria ser uma preocupação de saúde pública.

Estudos recentes mostram que ter uma alimentação rica em proteínas está relacionada com a redução do estresse oxidativo, com a manutenção da massa muscular, com a diminuição da prevalência da obesidade, com a melhora da resistência à insulina, com a diminuição da hemoglobina glicada, com a diminuição do risco cardiovascular e até com a melhora imunológica.

Face ao esgotamento dos recursos naturais e do crescimento populacional novas estratégias para uma dieta rica em proteínas tem sido proposta, uma vez que, a sustentabilidade do consumo de carnes de origem animal pela população é extremamente onerosa para o meio ambiente.

Por esse motivo, diversos produtos agro-industriais ricos em proteínas tem tido grande crescimento em todo o mundo. Um deles é o whey protein, um dos suplementos nutricionais mais consumidos no mundo.

O whey protein, ou proteína do soro do leite, foi considerado um resíduo pela indústria de laticínios por décadas. Mas felizmente o seu potencial como um suplemento está sendo reconhecido nas últimas décadas. O soro de leite contém 15 a 20% de proteínas totais do leite com alta qualidade nutricional e de rápida absorção. Essa proteína do soro do leite é globular com os seguintes componentes principais: beta-lactoglobulina (35-65%), alfa-lactoglobulina (12-25%), imunoglobulinas (8%), albumina (5%) e a lactoferrina (1%).

O Whey protein é, também, uma fonte rica de aminoácidos de cadeia ramificada: leucina, isoleucina e valina (BCAA) e outros aminoácidos essenciais como a cisteína (o precurssor da glutationa um potente antioxidante). A leucina é, também, um dos aminoácidos mais abundantes do whey protein e desempenha um papel fundamental na regulação da síntese de proteínas musculares.

Ao contrário do que muitos pensam existem diferentes métodos utilizados para a extração das proteínas do soro do leite. Com base na sua concentração e seus atributos, o whey protein é comercializado nas seguintes formas:

# Whey Concentrado: não sofre etapas de filtração rigorosa possui gordura e lactose, juntamente com 29 a 89% de proteínas dependendo da qualidade. O processo de filtragem mais simples não elimina a lactose e a gordura o que torna a absorção mais lenta, não sendo o mais adequado para indivíduos com intolerância a lactose.

# Whey Isolado contém 90% de proteínas. Existem dois tipos de whey isolado:

1 – O por troca-iônica onde o processo de filtragem é mais antigo e a desvantagem é o aquecimento que desnatura as proteínas e a eleva a quantidade de sódio no produto final pelo processo químico.

2 – O isolado por micro-filtragem a frio é um processo mais moderno que garante maior integridade das proteínas por não passar por aquecimento e menor teor de sódio.

# Whey Hidrolisado: a hidrólise consiste na quebra das moléculas de proteínas em peptídeos menores por processos químicos ou enzimáticos, o que facilita a absorção e o metabolismo. O processo de hidrólise favorece uma maior absorção intestinal do whey pela quebra dos peptídeos e uma maior biodisponibilidade dos aminoácidos. Uma boa alternativa para indivíduos com intolerância a lactose.

# Tri-Whey e outras misturas: Inúmeros tipos disponíveis no mercado (ex: concentrado + isolado + hidrolisado) ou a mistura de dois tipos. Não existem estudos randomizados que mostrem benefícios dessas misturas. Sendo o isolado e o hidrolisado, as melhores opções para intolerantes a lactose.

Existe diversos estudos científicos mostrando benefícios da proteína de soro de leite para nossa saúde. Ao contrario do que muitos afirmam o whey tem benefícios muito mais importantes do que apenas o ganho muscular. Estudos recentes mostram a associação do uso do whey com a redução do estresse oxidativo, com a prevenção da perda muscular e a sarcopenia em idosos, com a diminuição da hemoglobina glicada e como uma boa opção para tratamento nutricional do Diabetes 2.

O Diabetes 2 e a resistência à insulina são um dos maiores problemas de saúde pública atuais e estão relacionados com uma série de complicações da hiperglicemia como: a perda da visão, a aterosclerose, a síndrome metabólica, úlceras em membros inferiores e a esteatose hepática. Estudos mostram que o whey protein pode diminuir os níveis de glicose no sangue e aumentar a liberação de hormônios que diminuem o apetite (leptina e PYY).

Estudos mostram que o whey protein parece estimular o GLP-1 hormônio que possui potente ação na diminuição da glicemia através da estimulação da insulina e da inibição do glucagon, podendo ser usado como uma estratégia importante no tratamento do Diabetes 2.

A suplementação com whey protein somente deve ser realizada após a avaliação da função renal e hepática.

Os benefícios dos suplementos de proteína são comprovados por diversos estudos para ganho de massa muscular, no auxilio ao tratamento do diabetes 2, no auxilio ao tratamento da obesidade e da síndrome metabólica e na prevenção da perda muscular excessiva relacionada ao envelhecimento. Mas, vale ressaltar que a suplementação não deve substituir alimentos e as doses devem ser sempre individualizadas, por isso a avaliação e o acompanhamento com o médico é fundamental para indicar as melhores opções do mercado e para se obter apenas os benefícios nutricionais da suplementação. O acompanhamento é essencial, principalmente, para indivíduos diabéticos, hipertensos, idosos, atletas de alta performance e indivíduos que estão em um programa de emagrecimento. Tenha sempre equilíbrio e coerência nas suas escolhas.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

RISCOS E BENEFÍCIOS DO CONSUMO DE CARNE VERMELHA

A carne vermelha, de maneira geral, constitui uma base significativa da alimentação diária.Embora represente uma importante fonte de proteínas (aminoácidos essenciais) e de micronutrientes, as evidências científicas atuais tem associado seu consumo a um maior risco de ocorrência de diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e oncológicas.

O padrão alimentar ocidental é classificado por ter um consumo elevado de carne e derivados, baixa ingestão de fruta e vegetais, associada a estilos de vida como tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo. Vários estudos revelam que estes hábitos estão associados a um elevado risco de mortalidade (22%), causado por doença cardiovascular (DCV), em comparação com um padrão alimentar equilibrado com predomínio de ingestão de frutas, vegetais, legumes, carnes brancas e grãos integrais.

Estudos epidemiológicos comprovam que o aumento do consumo de carne vermelha aumenta o risco de desenvolvimento de doença cardíaca coronariana, acidente vascular encefálico e infarto do miocárdio, além de diabetes mellitus tipo 2 e de diversos tipos de neoplasias, em especial do câncer do cólon.

Também existem evidências que indicam haver uma associação forte entre o consumo de carne processada e o surgimento de neoplasias do estômago, assim como do pâncreas e da próstata.

Existem na carne vermelha, sobretudo na processada, elementos que são responsáveis pelo aumento da incidência de doenças: ácidos gordos saturados e compostos mutagênicos e carcinogênicos como aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, além do ferro, dos nitratos e dos nitritos.

Em outubro de 2015, a agência internacional para a investigação oncológica, International Agency for Research on Cancer (IARC) juntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificaram a carne processada como carcinogênica grupo I e a carne vermelha foi classificada como possivelmente carcinogênica grupo 2A.

Esta classificação foi baseada em estudos realizados em humanos e animais que consumiam este tipo de carne e que desenvolveram câncer colo-retal, assim como outros tipos de câncer.

O fato da carne processada ser classificada como carcinogênica deve-se ao fato de lhe serem adicionados aditivos, assim como ao processamento em si. A oxidação e deterioração são vistos como principais fatores de ignição para os possíveis problemas de saúde causados pelo consumo destes alimentos. Estas reações ocorrerão devido ao alto teor de sal, de ferro e à abundância relativa de fosfolípidos endógenos. O elevado teor calórico da carne aumenta o risco de obesidade o que também é um fator de risco para o surgimento de câncer.

A carne vermelha processada é sujeita a tratamentos térmicos (temperaturas elevadas), cura, defumação, fermentação, adição de sal e adição de conservantes químicos (para prolongar o seu prazo de validade e melhorar as suas propriedades organolépticas), processos que levam à formação de citotoxinas.

Existem recomendações internacionais para que a ingestão de carne vermelha seja inferior a 71g/dia ou 500g por semana e para que a ingestão de carne processada seja evitada ao máximo, para que sejam prevenido o câncer de cólon. Contudo há estudos que as contradizem, pois, por exemplo, com o declínio da ingestão de carne vermelha no Reino Unido, era esperado que a incidência de câncer do cólon também decrescesse, mas houve um aumento significativo da incidência do mesmo.

Muitas vezes os estudos tem resultados contraditórios e são difíceis de comparar, nomeadamente porque há várias diferenças durante a análise: tamanho da amostra, método de avaliação dietética, entre outros. A grande limitação destes estudos deve-se também ao fato das discrepâncias na definição de carne vermelha e carne processada.

No entanto é consensual que há maior risco de surgir câncer do cólon ao ingerir carne processada do que ingerir carne vermelha não processada. Assim, o potencial carcinogênico da carne estará associado ao tipo de carne consumida (vermelha e/ou processada), o processo de confecção, a quantidade consumida e riscos genéticos individuais.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

OS RISCOS DO AÇUCAR

Alguns motivos baseados em estudos científicos para você diminuir o consumo açúcar:

# O Açúcar não é alimento, possui baixo valor nutricional e destrói vitaminas para ser processado.

# Não é um “alimento“ essencial para o ser humano (são apenas 8 aminoácidos e 2 ácidos graxos que nosso corpo não é capaz de produzir).

# Gera uma resposta inflamatória silenciosa no organismo (devido a glicação excessiva ativando NF-KB).

# Aumenta a Insulina em níveis supra fisiológicos gerando inibição do hormônio do crescimento diminuindo a ação do sistema imune.

# Acelera o envelhecimento (devido ao aumento da relação CO2/O2 mitocondrial).

# Causa euforia excessiva, compulsão e sensação de bem estar semelhante a cocaína.

# Nos deixa com humor alterado devido ao súbito aumento de insulina e adrenalina na corrente sangüínea.

# Causa disfunção multiorgânica no pâncreas, rins, endotélio dos vasos e coração.

# Estima-se que 1/3 da população com mais de 20 anos nos EUA seja pré-diabética e esse grupo possui um risco muito maior para o desenvolvimento da Diabetes. Para se avaliar a gravidade dessa situação, estudos mostram que ser pré-diabético aumenta o risco do desenvolvimento de câncer endometrial, fígado, estômago e do cólon. O pior é que apenas 10% dos pré-diabéticos sabem que possuem essa condição, por isso, faz-se importante a avaliação de rotina com um médico.

# Existe uma grande preocupação com a gordura e o aumento de doenças cardiovasculares. Sim, é verdade que o aumento da obesidade representa grande fator de risco para o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral. No entanto, estudos mostram que o excesso de AÇÚCAR esta diretamente relacionado com aumento de morte por doenças cardiovasculares.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

PREVENÇÃO DO CÁLCULO RENAL

Como você pode prevenir pedras nos rins?

  • Beba mais líquidos:

Beber cerca de 2 a 3 litros de líquido por dia ajuda a manter a urina diluída – o que reduz a concentração de minerais evitando a formação de cristais precursores da pedra nos rins. Pelo menos metade do líquido deve ser de água; os outros líquidos podem ser outras bebidas que você gosta. (procure evitar sucos artificiais e refrigerantes carbonatados como Coca- cola e Pepsi)

  • Ingesta de frutas cítricas:

 A ingesta regular de frutas ou suco de frutas cítricas (limão, laranja e abacaxi) aumenta a presença de citrato na urina. O citrato é um fator protetor para pacientes com predisposição à formação de pedras de oxalato de cálcio.

  • Reduzir a quantidade de sal que ingere:

 Reduzir o sal (sódio) na dieta contribui para reduzir a quantidade de cálcio na urina, o que por sua vez reduz a tendência para a formação de pedras de cálcio. Redução do sal na alimentação é melhor realizado por não adicionar sal à sua comida e evitando os alimentos alto teor de sódio, como carnes processadas, alimentos de conveniência salgados, sopas em caixas/enlatados, salgadinhos ou macarrão, pães ou arroz em excesso.

  • Certifique-se de sua dieta contém quantidades adequadas de cálcio:

Vários anos atrás, acreditava-se que o cálcio da dieta deveria ser restrito em pacientes com pedras nos rins. Estudos atuais mostram que a inclusão de, pelo menos, duas porções de alimentos com alto teor de cálcio por dia na dieta reduzem efetivamente a taxa de formação de pedras nos rins contendo cálcio.

  • Evite os alimentos que podem aumentar a quantidade de oxalato ou ácido úrico na urina:

 Os seguintes alimentos devem ser evitados: chocolate, anchovas, ruibarbo, caviar, verdes, arenque, vieiras, amendoim, mexilhões, aspargos, miúdos (fígado , rins, cérebros), chá preto, carne e caldo de carne.

  • Medicamentos:

 Estes só devem ser prescritos pelo seu médico após a causa de suas pedras nos rins seja determinada.

# A hidroclorotiazida, um diurético que é muito eficaz na redução de cálcio na urina e prevenção de cálculos renais.

# O bicarbonato de sódio e o citrato de potássio administrado por via oral e faz com que a urina fique menos ácida. Por sua vez, isso reduz a quantidade de ácido úrico e cistina na urina.

# Captopril: Esta droga é útil na redução da excreção de cistina em pacientes que têm isso como o motivo de suas pedras nos rins.

# Antibióticos: Naqueles pacientes que têm pedras de estruvita (infecção), prevenir ou controlar a infecção urinária é obrigatória para prevenir a recorrência de pedras.

# Alopurinol: Está droga reduz a quantidade de ácido úrico no sangue e por consequência diminui a possibilidade de formação de pedra de acido úrico nos rins.

A prevenção de pedra nos rins é fundamental para evitar danos cumulativos ao rim.

Este artigo tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

HIPERTENSÃO ARTERIAL E PERFORMANCE

Uma das principais dúvidas dos atletas hipertensos é se o tratamento da pressão irá reduzir a sua performance física.

Um estudo realizado em atletas com pressão arterial considerada normal (< 120/80), normal-alta (120 a 140/80 a 90) e alta (>140/90), demonstrou que a capacidade cardiopulmonar (VO2) reduz a medida que há um aumento da pressão arterial, sendo respectivamente de 53,2; 48 e 45 ml/kg/min. Então, na verdade, o tratamento da hipertensão irá melhorar a sua performance atlética.

O atleta deve procurar tratamento adequado, pois dependendo da medicação utilizada (ex: diuréticos e beta-bloqueadores), realmente poderá ocorrer uma redução do desempenho e o atleta pode inocentemente cair no dopping.

A pressão alta não é uma contraindicação absoluta ao exercício físico e requer sim, tratamento adequado.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

FOME X VONTADE DE COMER

O processo de ficar saciado ou “cheio” e controlado pela parcialmente pela leptina, um hormônio produzido pela gordura do corpo. Está envia sinais ao seu cérebro informando que existe bastante gordura armazenada e que não precisa mais comer. Entretanto, o consumo de frutose em excesso provoca o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), o que por sua vez conduz à resistência à leptina. Da mesma forma como ocorre com a resistência à insulina, o corpo produz cada vez mais leptina, mas seu cérebro não recebe a mensagem. A resistência à insulina gera resistência à leptina, o que significa que quanto mais açúcar come, mais fome sente, em um verdadeiro ciclo vicioso.

O açúcar estimula o cérebro a liberar “os químicos do bem estar ” naturais do corpo: os neutrotransmissores dopamina, serotonina e endorfinas que, por sua vez, aumentam a vontade de ingerir açúcar, em um ciclo vicioso. O consumo de alimentos açucarados é tão viciante como o consumo da cocaína, pois ambos ativam a produção destes neurotransmissores responsáveis pela modulação do humor e da química cerebral.  A nicotina, a heroína e a morfina também estimulam a produção destes químicos viciantes.

Pesquisadores da Universidade de  Bordeaux, na Franca, descobriram que ratos de laboratório viciados em cocaína preferiam água adoçada com sacarina (300 vezes mais doce que a sacarose) a droga.

É evidente que o açúcar não é algo de que se consiga abdicar facilmente. A vontade é um processo complexo. Uma dieta rica em carboidratos por exemplo, pode fazer com que se sinta fisicamente “cheio”, mas não realmente satisfeito. Acabar com tal dependência pode ser um desafio. O seu corpo irá se adaptar à medida que for reduzindo o açúcar e adicionando boas gorduras animais. Com isso, você não irá mais sentir oscilações nos níveis de energia, começará a perder peso e reduzirá os níveis de inflamação.

Como lidar com a vontade ?

Os viciados tem vontade de usar aquilo que estão viciados. Sendo assim, ao tentar eliminar o açúcar de sua vida você sentirá vontade de ingeri-lo. Ao parar de ingerir açúcar, poderá sentir sinais e sintomas de síndrome de abstinência. As vezes se sentirá cansado, irritado, deprimido, ansioso e até mesmo sem sono. Porém não existem soluções instantâneas para estas sensações, e elas irão certamente desaparecer a medida que o tempo passa.

Registro algumas idéias que auxiliam durante este processo:

# Tenha um café da manhã rico em proteínas, para evitar a vontade. Os ovos são uma alternativa eficaz e saudável (defendida inclusive pela Sociedade Americana de Cardiologia). Todas as outras fontes de proteína podem ser usadas pela manhã, especialmente ao se sentir vontade de ingerir açúcar. Café quente com nata ou manteiga são uma boa dica para o manter a salvo de ataques de vontade de açúcar por horas.

# Procure ingerir boas gorduras. As gorduras são muito saciantes, e alimentam a vontade e o apetite simultaneamente. As opções são diversas: queijos, salada com bastante azeite, abacate ou ovos cozidos.

# Coma regularmente para evitar “ataques de fome “. Planejando suas refeições, conseguirá evitar os alimentos com açúcar.

# Mantenha-se hidratado. Por muitas vezes, quando você pensa que tem fome, na verdade o que tem é sede.

# Procure se auto analisar e descobrir se realmente sente vontade de comer algo doce. Talvez esteja apenas cansado, irritado, aborrecido solitário ou triste. Estes são gatilhos emocionais que conduzem a alimentos açucarados. Muitas vezes, precisamos de uma soneca e não de um doce. Tomar consciência que está comendo por necessidades emocionais e não por fome, pode ser suficiente para interromper a vontade de ingerir açúcar. 

# Adicione uma pitada de sal. Surpreendentemente, uma pequena quantidade de sal salienta o sabor doce natural de alguns alimentos, especialmente a fruta.

# Escovar os dentes ou mascar chicletes sem açúcar inexplicavelmente parecem auxiliar no controle da vontade de ingerir açúcar.

# Use suplementos de L – GLUTAMINA. A glutamina é uma parte essencial do processo complexo que avisa o organismo que os níveis de açúcar desceram e que é preciso fazer voltá-lo ao normal através da liberação de mais glicogênio hepático, a forma sob a qual a glicose fica armazenada no fígado. Esta liberação estabiliza o nível de açúcar no sangue e ajuda a acabar com a vontade.

# Tenha um sono adequado. Os estudos da Universidade de Berkeley, na Califórni , mostram que é muito mais difícil resistir aos snacks doces ou salgados quando se está cansado ou com poucas horas de sono. Assim, se estiver adequadamente descansado, será mais fácil resistir aos carboidratos. Além disso, pesquisadores alemães descobriram que noites de sono curtas e mal dormidas comprometem a capacidade de metabolizar a glicose.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

EXTRATO DE CHÁ VERDE X COMPOSIÇÃO CORPORAL

O extrato de chá verde (ECV) potencializa as catecolaminas plasmáticas, influenciando assim o metabolismo e a termogênese.

Na posologia correta e na frequência cardíaca ideal de exercício, o ECV aumenta o metabolismo da gordura e reduz o do carboidrato.

Ao poupar o glicogênio muscular, reduz a percepção de fadiga e o tempo até a exaustão, e aumenta a potência e o tempo de realização do exercício, permitindo assim um maior gasto calórico.

O ECV melhora a composição corporal por aumentar a perda de gordura.

Ao aumentar o óxido nítrico, ajuda a reduzir a dor muscular pós exercício.

Sua ação ocorre apenas durante o exercício e, principalmente, na atividade aeróbica.

Como aumenta a atividade catecolaminérgica, se consumido em altas doses, pode trazer malefícios.

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EVITE BEBER LÍQUIDOS DURANTE AS REFEIÇÕES

O hábito de ingerir líquidos nas refeições é muito comum. No entanto, os líquidos devem ser consumidos 20 a 30 minutos antes ou 60 minutos após as refeições. Quando optar por ingeri-los nas refeições são indicadas apenas pequenas quantidades (em torno de 150 ml).

O líquido ingerido na refeição não engorda, porém dilata o estômago e provoca uma sensação de distensão abdominal. Tal distensão da parede gástrica, que é flexível, dá uma falsa impressão ao cérebro de que o estômago está vazio e que existe espaço para mais alimento. Essa dilatação reduz a sensação de saciedade, podendo levar a um excesso alimentar e, consequentemente, ao aumento de peso.

Durante a digestão dos alimentos precisamos da ação do suco gástrico no estômago, para que alguns nutrientes possam ser quebrados e absorvidos. Quando ingerimos líquido em excesso nas refeições o suco gástrico fica diluído e dessa forma a digestão fica comprometida podendo ocasionar problemas como indigestão, gases, flatulências e deficiência na absorção de nutrientes como ferro, cálcio, zinco, vitamina B12, entre outros.

Se desejar beber líquidos durante a refeição, dê preferência aos sucos naturais feito com frutas ácidas como abacaxi, limão, morango, kiwi, já que irão trabalhar a favor do suco gástrico no estômago, não interferindo na absorção dos alimentos. A água também é uma boa escolha, pois ajuda na hidratação e não aumenta o valor calórico da refeição.

É importante ressaltar que refrigerantes e águas gaseificadas são mais prejudiciais, já que o gás presente nessas bebidas dilata ainda mais o estômago, prejudicando a digestão e criando uma falsa sensação de saciedade.

Muitas pessoas sentem necessidade de ingerir líquidos durante as refeições, pois a hidratação durante o dia muitas vezes é limitada. É importante lembrar que a recomendação de água é de, no mínimo, 6 a 8 copos de 250 ml e essa deve ser feita preferencialmente nos intervalos entre as refeições!

Alimentos ricos em água, geralmente frutas e legumes como abacaxi, abobrinha, alface, laranja, tomate, mamão, melancia, melão, uva, chuchu fazem parte de nossas refeições, portanto é impossível realizar uma refeição sem ingerir líquidos, a preocupação sempre deve ser em não consumir líquidos em grande volume.

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DIETA PALEOLÍTICA

         A alimentação paleolítica (dieta “paleo”) foi popularizada na década de 70 e é uma forma de alimentação baseada na nutrição dos ancestrais do ser humano que viveram antes de 10.000 a.c. Esses indivíduos eram caçadores e coletores que consumiam, especialmente, carnes e vísceras animais, peixes, vegetais, frutas e castanhas. Além disso, outro detalhe é que não havia o cultivo naquela época, já que nossos ancestrais eram nômades.

        Existem muitas críticas à alimentação paleolítica, principalmente com relação ao seu nome: “paleolítica “. Isso porque ela não segue exatamente a alimentação ancestral. Muitos dos alimentos contidos na alimentação paleolítica não existiam em 10.000 a.c., como brócolis, couve-flor, repolho e outros que sofreram modificações ao longo dos anos, tornando impossível reproduzir fielmente o que era feito. Por isso, vemos outros nomes e tipos da alimentação paleolítica, mas em sua maioria, seguindo sempre a filosofia da baixa ingesta de carboidratos e de alimentos processados.

         Por outro lado, os defensores da dieta paleolítica baseiam-se na teoria que o ser humano moderno não estaria geneticamente adaptado para metabolizar os alimentos industrializados, processados e cultivados. Além disso, outra afirmativa é que a nossa dieta moderna, rica em comidas processadas, gorduras trans e açúcar, é a raiz de doenças como a obesidade, câncer, diabetes, doenças do coração, doenças degenerativas, depressão e infertilidade.

         Por milhões de anos, o metabolismo e a fisiologia humana envolvem a retenção de sódio e a excreção de potássio em resposta a uma alimentação que era pobre em sódio e rica em potássio. Com o início da agricultura e a industrialização dos alimentos, houve uma importante queda no consumo diário de potássio contribuindo para o desenvolvimento de diversas doenças. De fato, estudos recentes evidenciam que a alimentação paleolítica é rica em potássio e pobre em sódio, ao contrário da dieta ocidental. O consumo de potássio pela nossa população está muito abaixo da recomendação diária, enquanto o consumo de sódio está extremamente elevado.

          Diversos estudos mostram que o baixo consumo de potássio está relacionado com diversas doenças, incluindo as cardiovasculares, a litíase renal e a osteoporose. Essa afirmação é ainda validada por outros estudos mostram que a suplementação com potássio tem efeitos favoráveis na redução da pressão arterial, na diminuição do risco do acidente vascular encefálico, na melhora da saúde óssea e na redução do risco de nefrolitíase.

          O National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) estimou que entre 2007 e 2008 a ingesta de potássio por homens foi em torno de 3026 mg/d, e em mulheres de 2290 mg/d. Esses valores são substancialmente menores do que os valores diários sugeridos de 4700 mg/d. Essa “deficiência” de potássio é ainda mais notável quando a comparamos com a incrível ingesta dos nossos ancestrais pré-históricos, que era de 15.000 mg/d.

          Recentemente, a alimentação paleolítica também mostrou íntima relação com a diminuição da resistência insulínica. Artigo publicado no Annual Meeting of the Endocrine Society evidenciou que uma dieta paleolítica reduziu marcadores relacionados com a resistência insulínica, com efeitos benéficos na perda de peso e na diminuição do risco para doenças cardiovasculares.

        Outro fator muito importante e discutido sobre a alimentação paleolítica é o fato de ser rica em gorduras monoinsaturadas e em Ômega 3 (EPA e DHA), relacionados em estudos com a redução da obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e o câncer. Além disso, alimentação paleolítica é rica na vitamina K2, associada com a prevenção de doenças cardiovasculares, osteoporose e cuja deficiência favorece o envelhecimento.

      O que está incluído na dieta paleolítica:

– Vegetais

– Frutas

– Carnes, peixes e ovos

– Nozes, castanhas e sementes

– Gorduras vegetais saudáveis

       O que não está incluído:

– Açúcar e alimentos processados

– Trigo e grãos

– Álcool

– Bebidas açucaradas

– Alimentos industrializados

         Embora a alimentação paleolítica ofereça todos estes benefícios, devemos alertar que ela não pode ser feita por qualquer pessoa e não deve ser seguida por crianças. A melhor experiência nesta alimentação é a consciência de não comer alimentos processados. Equilibro sempre é o ideal, busque a orientação do seu médico e nutricionista.

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DESCONFORTO ABDOMINAL DURANTE O EXERCÍCIO

Durante uma atividade física mais prolongada ou intensa há um desvio do fluxo sanguíneo dos órgãos mais nobres (rins, fígado, baço e intestino) para a musculatura em trabalho e para pele, com o intuito de aumentar o aporte de oxigênio e glicose para musculatura e para facilitar a perda de calor cutânea.

A dor sentida em pontada na parte superior do abdome é devido a uma contração mais vigorosa da cápsula hepática (à direita) ou do baço (à esquerda), para direcionar o sangue armazenado ao sistema cardiovascular.

A dor abdominal difusa em cólica é oriunda de uma respiração incorreta, com uma maior deglutição de ar, que determina uma distensão das alças intestinais.

A dor abdominal difusa associada a um mal-estar e vontade de evacuar, é originada por uma leve isquemia das alças intestinais. Há uma vasoconstrição intestinal exagerada e pode acontecer durante ou ao final dos treinos.

Existem ainda outras infinitas possibilidades para dor abdominal durante a prática de exercícios físicos e todas devem ser devidamente investigadas pois algumas podem envolver risco de vida.

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