WHEY PROTEIN

A proteína é o macronutriente mais importante para o corpo humano e uma alimentação rica em proteínas é capaz exercer efeitos benéficos sobre a composição corporal e, principalmente, sobre o nosso metabolismo.

No entanto, atualmente nossa alimentação é rica em carboidratos e um número crescente de estudos mostram que o consumo de proteína na nossa dieta é cada vez menor. No Brasil, por exemplo, esse cenário parece ser ainda pior e a deficiência nutricional de proteína deveria ser uma preocupação de saúde pública.

Estudos recentes mostram que ter uma alimentação rica em proteínas está relacionada com a redução do estresse oxidativo, com a manutenção da massa muscular, com a diminuição da prevalência da obesidade, com a melhora da resistência à insulina, com a diminuição da hemoglobina glicada, com a diminuição do risco cardiovascular e até com a melhora imunológica.

Face ao esgotamento dos recursos naturais e do crescimento populacional novas estratégias para uma dieta rica em proteínas tem sido proposta, uma vez que, a sustentabilidade do consumo de carnes de origem animal pela população é extremamente onerosa para o meio ambiente.

Por esse motivo, diversos produtos agro-industriais ricos em proteínas tem tido grande crescimento em todo o mundo. Um deles é o whey protein, um dos suplementos nutricionais mais consumidos no mundo.

O whey protein, ou proteína do soro do leite, foi considerado um resíduo pela indústria de laticínios por décadas. Mas felizmente o seu potencial como um suplemento está sendo reconhecido nas últimas décadas. O soro de leite contém 15 a 20% de proteínas totais do leite com alta qualidade nutricional e de rápida absorção. Essa proteína do soro do leite é globular com os seguintes componentes principais: beta-lactoglobulina (35-65%), alfa-lactoglobulina (12-25%), imunoglobulinas (8%), albumina (5%) e a lactoferrina (1%).

O Whey protein é, também, uma fonte rica de aminoácidos de cadeia ramificada: leucina, isoleucina e valina (BCAA) e outros aminoácidos essenciais como a cisteína (o precurssor da glutationa um potente antioxidante). A leucina é, também, um dos aminoácidos mais abundantes do whey protein e desempenha um papel fundamental na regulação da síntese de proteínas musculares.

Ao contrário do que muitos pensam existem diferentes métodos utilizados para a extração das proteínas do soro do leite. Com base na sua concentração e seus atributos, o whey protein é comercializado nas seguintes formas:

# Whey Concentrado: não sofre etapas de filtração rigorosa possui gordura e lactose, juntamente com 29 a 89% de proteínas dependendo da qualidade. O processo de filtragem mais simples não elimina a lactose e a gordura o que torna a absorção mais lenta, não sendo o mais adequado para indivíduos com intolerância a lactose.

# Whey Isolado contém 90% de proteínas. Existem dois tipos de whey isolado:

1 – O por troca-iônica onde o processo de filtragem é mais antigo e a desvantagem é o aquecimento que desnatura as proteínas e a eleva a quantidade de sódio no produto final pelo processo químico.

2 – O isolado por micro-filtragem a frio é um processo mais moderno que garante maior integridade das proteínas por não passar por aquecimento e menor teor de sódio.

# Whey Hidrolisado: a hidrólise consiste na quebra das moléculas de proteínas em peptídeos menores por processos químicos ou enzimáticos, o que facilita a absorção e o metabolismo. O processo de hidrólise favorece uma maior absorção intestinal do whey pela quebra dos peptídeos e uma maior biodisponibilidade dos aminoácidos. Uma boa alternativa para indivíduos com intolerância a lactose.

# Tri-Whey e outras misturas: Inúmeros tipos disponíveis no mercado (ex: concentrado + isolado + hidrolisado) ou a mistura de dois tipos. Não existem estudos randomizados que mostrem benefícios dessas misturas. Sendo o isolado e o hidrolisado, as melhores opções para intolerantes a lactose.

Existe diversos estudos científicos mostrando benefícios da proteína de soro de leite para nossa saúde. Ao contrario do que muitos afirmam o whey tem benefícios muito mais importantes do que apenas o ganho muscular. Estudos recentes mostram a associação do uso do whey com a redução do estresse oxidativo, com a prevenção da perda muscular e a sarcopenia em idosos, com a diminuição da hemoglobina glicada e como uma boa opção para tratamento nutricional do Diabetes 2.

O Diabetes 2 e a resistência à insulina são um dos maiores problemas de saúde pública atuais e estão relacionados com uma série de complicações da hiperglicemia como: a perda da visão, a aterosclerose, a síndrome metabólica, úlceras em membros inferiores e a esteatose hepática. Estudos mostram que o whey protein pode diminuir os níveis de glicose no sangue e aumentar a liberação de hormônios que diminuem o apetite (leptina e PYY).

Estudos mostram que o whey protein parece estimular o GLP-1 hormônio que possui potente ação na diminuição da glicemia através da estimulação da insulina e da inibição do glucagon, podendo ser usado como uma estratégia importante no tratamento do Diabetes 2.

A suplementação com whey protein somente deve ser realizada após a avaliação da função renal e hepática.

Os benefícios dos suplementos de proteína são comprovados por diversos estudos para ganho de massa muscular, no auxilio ao tratamento do diabetes 2, no auxilio ao tratamento da obesidade e da síndrome metabólica e na prevenção da perda muscular excessiva relacionada ao envelhecimento. Mas, vale ressaltar que a suplementação não deve substituir alimentos e as doses devem ser sempre individualizadas, por isso a avaliação e o acompanhamento com o médico é fundamental para indicar as melhores opções do mercado e para se obter apenas os benefícios nutricionais da suplementação. O acompanhamento é essencial, principalmente, para indivíduos diabéticos, hipertensos, idosos, atletas de alta performance e indivíduos que estão em um programa de emagrecimento. Tenha sempre equilíbrio e coerência nas suas escolhas.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

RISCOS E BENEFÍCIOS DO CONSUMO DE CARNE VERMELHA

A carne vermelha, de maneira geral, constitui uma base significativa da alimentação diária.Embora represente uma importante fonte de proteínas (aminoácidos essenciais) e de micronutrientes, as evidências científicas atuais tem associado seu consumo a um maior risco de ocorrência de diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e oncológicas.

O padrão alimentar ocidental é classificado por ter um consumo elevado de carne e derivados, baixa ingestão de fruta e vegetais, associada a estilos de vida como tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo. Vários estudos revelam que estes hábitos estão associados a um elevado risco de mortalidade (22%), causado por doença cardiovascular (DCV), em comparação com um padrão alimentar equilibrado com predomínio de ingestão de frutas, vegetais, legumes, carnes brancas e grãos integrais.

Estudos epidemiológicos comprovam que o aumento do consumo de carne vermelha aumenta o risco de desenvolvimento de doença cardíaca coronariana, acidente vascular encefálico e infarto do miocárdio, além de diabetes mellitus tipo 2 e de diversos tipos de neoplasias, em especial do câncer do cólon.

Também existem evidências que indicam haver uma associação forte entre o consumo de carne processada e o surgimento de neoplasias do estômago, assim como do pâncreas e da próstata.

Existem na carne vermelha, sobretudo na processada, elementos que são responsáveis pelo aumento da incidência de doenças: ácidos gordos saturados e compostos mutagênicos e carcinogênicos como aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, além do ferro, dos nitratos e dos nitritos.

Em outubro de 2015, a agência internacional para a investigação oncológica, International Agency for Research on Cancer (IARC) juntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificaram a carne processada como carcinogênica grupo I e a carne vermelha foi classificada como possivelmente carcinogênica grupo 2A.

Esta classificação foi baseada em estudos realizados em humanos e animais que consumiam este tipo de carne e que desenvolveram câncer colo-retal, assim como outros tipos de câncer.

O fato da carne processada ser classificada como carcinogênica deve-se ao fato de lhe serem adicionados aditivos, assim como ao processamento em si. A oxidação e deterioração são vistos como principais fatores de ignição para os possíveis problemas de saúde causados pelo consumo destes alimentos. Estas reações ocorrerão devido ao alto teor de sal, de ferro e à abundância relativa de fosfolípidos endógenos. O elevado teor calórico da carne aumenta o risco de obesidade o que também é um fator de risco para o surgimento de câncer.

A carne vermelha processada é sujeita a tratamentos térmicos (temperaturas elevadas), cura, defumação, fermentação, adição de sal e adição de conservantes químicos (para prolongar o seu prazo de validade e melhorar as suas propriedades organolépticas), processos que levam à formação de citotoxinas.

Existem recomendações internacionais para que a ingestão de carne vermelha seja inferior a 71g/dia ou 500g por semana e para que a ingestão de carne processada seja evitada ao máximo, para que sejam prevenido o câncer de cólon. Contudo há estudos que as contradizem, pois, por exemplo, com o declínio da ingestão de carne vermelha no Reino Unido, era esperado que a incidência de câncer do cólon também decrescesse, mas houve um aumento significativo da incidência do mesmo.

Muitas vezes os estudos tem resultados contraditórios e são difíceis de comparar, nomeadamente porque há várias diferenças durante a análise: tamanho da amostra, método de avaliação dietética, entre outros. A grande limitação destes estudos deve-se também ao fato das discrepâncias na definição de carne vermelha e carne processada.

No entanto é consensual que há maior risco de surgir câncer do cólon ao ingerir carne processada do que ingerir carne vermelha não processada. Assim, o potencial carcinogênico da carne estará associado ao tipo de carne consumida (vermelha e/ou processada), o processo de confecção, a quantidade consumida e riscos genéticos individuais.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

PRÉ-TREINO X HIIT (TREINAMENTO INTERMITENTE DE ALTA INTENSIDADE)

No treinamento HIIT (Treinamento Intermitente de Alta Intensidade), os atletas realizam atividades de alta intensidade (ataques) intercalados com períodos de recuperação ativa ou passiva.

Os HIITs podem ser realizados em várias modalidades de esportes, como musculação, crossfit, corrida, ciclismo, natação, futebol, handebol, basquete, volêi, tênis, mountain Bike…

Um recente estudo publicado no Jornal Internacional da Sociedade de Nutrição Esportiva demonstrou que os atletas HIITs em uso de pré-treinos, formulados com doses corretas de cafeína, creatina e BCAA, aperfeiçoaram a velocidade máxima, o VO2 máximo (capacidade máxima de um corpo transportar e metabolizar o oxigênio durante o exercício), a porcentagem de massa magra e o total de volume treinado.

Entretanto, é fundamental a prévia avaliação médica, especialmente cardiovascular, para possibilitar a prática da atividade física com segurança, assim como o uso de pré-treinos adequados.

Se bem formulado, estes pré-treinos irão aumentar a performance do atleta sem a possibilidade de cair em um exame anti-doping, uma vez que tais produtos são permitidos em competições esportivas oficiais.

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O EXERCÍCIO AERÓBICO ATRAPALHA NA HIPERTROFIA MUSCULAR?

           Uma das grandes dúvidas do praticante de musculação que foca na hipertrofia é se o mesmo deve realizar exercícios aeróbicos. A resposta é SEMPRE sim.

           Apesar da musculação ser principalmente uma atividade anaeróbica  (utiliza o ATP, a fosfocreatina e o glicogênio muscular como fontes de energia, sem o uso do oxigênio neste processo), TODA recuperação muscular é aeróbica, ou seja, será utilizado o glicogênio muscular e os triglicérides intramusculares através de um metabolismo que utiliza o oxigênio, e potencializa a geração de energia.

            Ao se praticar cronicamente uma atividade aeróbica, o intervalo entre os exercícios de hipertrofia na musculação apresentará uma recuperação mais otimizada, sendo fornecida mais energia à musculatura que será trabalhada e melhor será a remoção da acidez local, que induz a fadiga muscular, propiciando ao atleta um trabalho muscular mais eficiente e com maior sobrecarga, estimulando ainda mais a hipertrofia muscular.

             O ideal é realizar o aeróbico em um período do dia diferente da musculação. Se houver impossibilidade, deve ser feito após o treinamento de resistência (musculação), já que a realização do aeróbico antes da musculação irá reduzir o glicogênio muscular e aumentar a acidez local que são causas de fadiga.

             A intensidade, a duração e o tempo semanal do aeróbico deve ser individualizado pelo treinador e pelo médico, para que não seja excessivo, impedindo assim o aumento dos hormônios contra-reguladores do anabolismo muscular (cortisol e marcadores inflamatórios), que atrapalham a hipertrofia muscular.

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FOME X VONTADE DE COMER

O processo de ficar saciado ou “cheio” e controlado pela parcialmente pela leptina, um hormônio produzido pela gordura do corpo. Está envia sinais ao seu cérebro informando que existe bastante gordura armazenada e que não precisa mais comer. Entretanto, o consumo de frutose em excesso provoca o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), o que por sua vez conduz à resistência à leptina. Da mesma forma como ocorre com a resistência à insulina, o corpo produz cada vez mais leptina, mas seu cérebro não recebe a mensagem. A resistência à insulina gera resistência à leptina, o que significa que quanto mais açúcar come, mais fome sente, em um verdadeiro ciclo vicioso.

O açúcar estimula o cérebro a liberar “os químicos do bem estar ” naturais do corpo: os neutrotransmissores dopamina, serotonina e endorfinas que, por sua vez, aumentam a vontade de ingerir açúcar, em um ciclo vicioso. O consumo de alimentos açucarados é tão viciante como o consumo da cocaína, pois ambos ativam a produção destes neurotransmissores responsáveis pela modulação do humor e da química cerebral.  A nicotina, a heroína e a morfina também estimulam a produção destes químicos viciantes.

Pesquisadores da Universidade de  Bordeaux, na Franca, descobriram que ratos de laboratório viciados em cocaína preferiam água adoçada com sacarina (300 vezes mais doce que a sacarose) a droga.

É evidente que o açúcar não é algo de que se consiga abdicar facilmente. A vontade é um processo complexo. Uma dieta rica em carboidratos por exemplo, pode fazer com que se sinta fisicamente “cheio”, mas não realmente satisfeito. Acabar com tal dependência pode ser um desafio. O seu corpo irá se adaptar à medida que for reduzindo o açúcar e adicionando boas gorduras animais. Com isso, você não irá mais sentir oscilações nos níveis de energia, começará a perder peso e reduzirá os níveis de inflamação.

Como lidar com a vontade ?

Os viciados tem vontade de usar aquilo que estão viciados. Sendo assim, ao tentar eliminar o açúcar de sua vida você sentirá vontade de ingeri-lo. Ao parar de ingerir açúcar, poderá sentir sinais e sintomas de síndrome de abstinência. As vezes se sentirá cansado, irritado, deprimido, ansioso e até mesmo sem sono. Porém não existem soluções instantâneas para estas sensações, e elas irão certamente desaparecer a medida que o tempo passa.

Registro algumas idéias que auxiliam durante este processo:

# Tenha um café da manhã rico em proteínas, para evitar a vontade. Os ovos são uma alternativa eficaz e saudável (defendida inclusive pela Sociedade Americana de Cardiologia). Todas as outras fontes de proteína podem ser usadas pela manhã, especialmente ao se sentir vontade de ingerir açúcar. Café quente com nata ou manteiga são uma boa dica para o manter a salvo de ataques de vontade de açúcar por horas.

# Procure ingerir boas gorduras. As gorduras são muito saciantes, e alimentam a vontade e o apetite simultaneamente. As opções são diversas: queijos, salada com bastante azeite, abacate ou ovos cozidos.

# Coma regularmente para evitar “ataques de fome “. Planejando suas refeições, conseguirá evitar os alimentos com açúcar.

# Mantenha-se hidratado. Por muitas vezes, quando você pensa que tem fome, na verdade o que tem é sede.

# Procure se auto analisar e descobrir se realmente sente vontade de comer algo doce. Talvez esteja apenas cansado, irritado, aborrecido solitário ou triste. Estes são gatilhos emocionais que conduzem a alimentos açucarados. Muitas vezes, precisamos de uma soneca e não de um doce. Tomar consciência que está comendo por necessidades emocionais e não por fome, pode ser suficiente para interromper a vontade de ingerir açúcar. 

# Adicione uma pitada de sal. Surpreendentemente, uma pequena quantidade de sal salienta o sabor doce natural de alguns alimentos, especialmente a fruta.

# Escovar os dentes ou mascar chicletes sem açúcar inexplicavelmente parecem auxiliar no controle da vontade de ingerir açúcar.

# Use suplementos de L – GLUTAMINA. A glutamina é uma parte essencial do processo complexo que avisa o organismo que os níveis de açúcar desceram e que é preciso fazer voltá-lo ao normal através da liberação de mais glicogênio hepático, a forma sob a qual a glicose fica armazenada no fígado. Esta liberação estabiliza o nível de açúcar no sangue e ajuda a acabar com a vontade.

# Tenha um sono adequado. Os estudos da Universidade de Berkeley, na Califórni , mostram que é muito mais difícil resistir aos snacks doces ou salgados quando se está cansado ou com poucas horas de sono. Assim, se estiver adequadamente descansado, será mais fácil resistir aos carboidratos. Além disso, pesquisadores alemães descobriram que noites de sono curtas e mal dormidas comprometem a capacidade de metabolizar a glicose.

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EVITE BEBER LÍQUIDOS DURANTE AS REFEIÇÕES

O hábito de ingerir líquidos nas refeições é muito comum. No entanto, os líquidos devem ser consumidos 20 a 30 minutos antes ou 60 minutos após as refeições. Quando optar por ingeri-los nas refeições são indicadas apenas pequenas quantidades (em torno de 150 ml).

O líquido ingerido na refeição não engorda, porém dilata o estômago e provoca uma sensação de distensão abdominal. Tal distensão da parede gástrica, que é flexível, dá uma falsa impressão ao cérebro de que o estômago está vazio e que existe espaço para mais alimento. Essa dilatação reduz a sensação de saciedade, podendo levar a um excesso alimentar e, consequentemente, ao aumento de peso.

Durante a digestão dos alimentos precisamos da ação do suco gástrico no estômago, para que alguns nutrientes possam ser quebrados e absorvidos. Quando ingerimos líquido em excesso nas refeições o suco gástrico fica diluído e dessa forma a digestão fica comprometida podendo ocasionar problemas como indigestão, gases, flatulências e deficiência na absorção de nutrientes como ferro, cálcio, zinco, vitamina B12, entre outros.

Se desejar beber líquidos durante a refeição, dê preferência aos sucos naturais feito com frutas ácidas como abacaxi, limão, morango, kiwi, já que irão trabalhar a favor do suco gástrico no estômago, não interferindo na absorção dos alimentos. A água também é uma boa escolha, pois ajuda na hidratação e não aumenta o valor calórico da refeição.

É importante ressaltar que refrigerantes e águas gaseificadas são mais prejudiciais, já que o gás presente nessas bebidas dilata ainda mais o estômago, prejudicando a digestão e criando uma falsa sensação de saciedade.

Muitas pessoas sentem necessidade de ingerir líquidos durante as refeições, pois a hidratação durante o dia muitas vezes é limitada. É importante lembrar que a recomendação de água é de, no mínimo, 6 a 8 copos de 250 ml e essa deve ser feita preferencialmente nos intervalos entre as refeições!

Alimentos ricos em água, geralmente frutas e legumes como abacaxi, abobrinha, alface, laranja, tomate, mamão, melancia, melão, uva, chuchu fazem parte de nossas refeições, portanto é impossível realizar uma refeição sem ingerir líquidos, a preocupação sempre deve ser em não consumir líquidos em grande volume.

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DIETA PALEOLÍTICA

         A alimentação paleolítica (dieta “paleo”) foi popularizada na década de 70 e é uma forma de alimentação baseada na nutrição dos ancestrais do ser humano que viveram antes de 10.000 a.c. Esses indivíduos eram caçadores e coletores que consumiam, especialmente, carnes e vísceras animais, peixes, vegetais, frutas e castanhas. Além disso, outro detalhe é que não havia o cultivo naquela época, já que nossos ancestrais eram nômades.

        Existem muitas críticas à alimentação paleolítica, principalmente com relação ao seu nome: “paleolítica “. Isso porque ela não segue exatamente a alimentação ancestral. Muitos dos alimentos contidos na alimentação paleolítica não existiam em 10.000 a.c., como brócolis, couve-flor, repolho e outros que sofreram modificações ao longo dos anos, tornando impossível reproduzir fielmente o que era feito. Por isso, vemos outros nomes e tipos da alimentação paleolítica, mas em sua maioria, seguindo sempre a filosofia da baixa ingesta de carboidratos e de alimentos processados.

         Por outro lado, os defensores da dieta paleolítica baseiam-se na teoria que o ser humano moderno não estaria geneticamente adaptado para metabolizar os alimentos industrializados, processados e cultivados. Além disso, outra afirmativa é que a nossa dieta moderna, rica em comidas processadas, gorduras trans e açúcar, é a raiz de doenças como a obesidade, câncer, diabetes, doenças do coração, doenças degenerativas, depressão e infertilidade.

         Por milhões de anos, o metabolismo e a fisiologia humana envolvem a retenção de sódio e a excreção de potássio em resposta a uma alimentação que era pobre em sódio e rica em potássio. Com o início da agricultura e a industrialização dos alimentos, houve uma importante queda no consumo diário de potássio contribuindo para o desenvolvimento de diversas doenças. De fato, estudos recentes evidenciam que a alimentação paleolítica é rica em potássio e pobre em sódio, ao contrário da dieta ocidental. O consumo de potássio pela nossa população está muito abaixo da recomendação diária, enquanto o consumo de sódio está extremamente elevado.

          Diversos estudos mostram que o baixo consumo de potássio está relacionado com diversas doenças, incluindo as cardiovasculares, a litíase renal e a osteoporose. Essa afirmação é ainda validada por outros estudos mostram que a suplementação com potássio tem efeitos favoráveis na redução da pressão arterial, na diminuição do risco do acidente vascular encefálico, na melhora da saúde óssea e na redução do risco de nefrolitíase.

          O National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) estimou que entre 2007 e 2008 a ingesta de potássio por homens foi em torno de 3026 mg/d, e em mulheres de 2290 mg/d. Esses valores são substancialmente menores do que os valores diários sugeridos de 4700 mg/d. Essa “deficiência” de potássio é ainda mais notável quando a comparamos com a incrível ingesta dos nossos ancestrais pré-históricos, que era de 15.000 mg/d.

          Recentemente, a alimentação paleolítica também mostrou íntima relação com a diminuição da resistência insulínica. Artigo publicado no Annual Meeting of the Endocrine Society evidenciou que uma dieta paleolítica reduziu marcadores relacionados com a resistência insulínica, com efeitos benéficos na perda de peso e na diminuição do risco para doenças cardiovasculares.

        Outro fator muito importante e discutido sobre a alimentação paleolítica é o fato de ser rica em gorduras monoinsaturadas e em Ômega 3 (EPA e DHA), relacionados em estudos com a redução da obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e o câncer. Além disso, alimentação paleolítica é rica na vitamina K2, associada com a prevenção de doenças cardiovasculares, osteoporose e cuja deficiência favorece o envelhecimento.

      O que está incluído na dieta paleolítica:

– Vegetais

– Frutas

– Carnes, peixes e ovos

– Nozes, castanhas e sementes

– Gorduras vegetais saudáveis

       O que não está incluído:

– Açúcar e alimentos processados

– Trigo e grãos

– Álcool

– Bebidas açucaradas

– Alimentos industrializados

         Embora a alimentação paleolítica ofereça todos estes benefícios, devemos alertar que ela não pode ser feita por qualquer pessoa e não deve ser seguida por crianças. A melhor experiência nesta alimentação é a consciência de não comer alimentos processados. Equilibro sempre é o ideal, busque a orientação do seu médico e nutricionista.

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CREATINOQUINASE E EXERCÍCIO FÍSICO

A creatinoquinase​ (CK) é uma enzima que desempenha importante papel na geração de energia para o metabolismo muscular. Está presente, predominantemente no tecido muscular, mas é também encontrada no tecido cerebral.

A CK apresenta frações: a fração MM quase exclusivamente do músculo esquelético (97-99%), sendo o restante composto pela fração MB. A CK presente no miocárdio é basicamente formada pela fração MM e fração MB. A CK cerebral é composta exclusivamente pela fração BB. No soro normal, a CK total é representada principalmente pela fração MM.

A concentração sérica da creatinoquinase​ é dependente da idade, sexo, raça, massa muscular e atividade física. Em geral, os homens têm níveis mais elevados que as mulheres e, negros têm níveis maiores que os brancos. Os níveis em outros grupos raciais não diferem da população branca. A massa muscular constitui outro fator independente que influencia os níveis de CK. Durante a vida adulta, os níveis de CK aumentam discretamente com a idade para declinar na velhice. Elevações transitórias da CK são observadas após trauma muscular, injeções intramusculares, procedimentos cirúrgicos, e exercício físico. A atividade da CK pode estar elevada no hipotiroidismo​. A CK sérica eleva-se também na polimiosite, na dermatomiosite, no traumatismo muscular, na miocardite, intoxicação por cocaína, na distrofia muscular e no infarto agudo do miocárdio. Valores muito elevados podem ser encontrados após crises convulsivas. Valores diminuídos da CK são encontrados nos estágios precoces da gestação, em pessoas com vida sedentária, durante períodos prolongados de repouso no leito e quando há perda importante da massa muscular.

A elevação do CK no exercício físico​

Os níveis séricos de creatinoquinase num indivíduo normal tem origem, principalmente, do tecido muscular esquelético, sendo constituído na sua grande totalidade pela fração MM.  

O exercício físico prolongado eleva os níveis de creatinoquinase​. Essa elevação é variável entre os indivíduos e depende do sexo, da raça e do tipo de treinamento físico. O nível de elevação também depende da duração e da intensidade do exercício, além do condicionamento físico, sendo que a duração da atividade física é um importante fator a ser considerado.  

Quando a intensidade da atividade física está dentro da capacidade metabólica do tecido muscular, existe pequena alteração na permeabilidade da membrana celular. No entanto, quando esta intensidade excede a capacidade metabólica, ocorre alteração significativa na permeabilidade da membrana celular e a enzima CK é liberada do meio intracelular para a circulação com consequente elevação no sangue.

Diversos fatores são determinantes na elevação do nível da enzima CK durante e após exercício físico. Os maiores níveis de creatinoquinase pós-exercício são vistos nos exercícios físicos prolongados tais como em maratonistas e em atletas que competem provas de “triathlon”, podendo atingir níveis tão altos quanto 50 vezes os valores referenciais. O treinamento diário pode resultar numa elevação persistente do CK, sendo que elevações mais significativas são observadas em indivíduos que não estão condicionados fisicamente, em relação àqueles que praticam exercícios regularmente. De fato, se atletas e indivíduos sedentários realizam o mesmo exercício físico, os níveis de CK nos atletas é menor do que em indivíduos sedentários.

A liberação do creatinoquinase e a sua remoção do plasma dependem do nível de treinamento, tipo, intensidade e duração do exercício. Níveis duas vezes acima do nível basal podem ser observados 8 horas após a prática de um exercício vigoroso.  Elevação de CK após exercício excêntrico está associada a lesão muscular, com elevação acentuada entre o 2º. e 7º. dia  após o exercício. Em geral, elevações maiores são detectadas mais precocemente e por mais tempo. Os valores de CK geralmente iniciam a aumentar em poucas horas após o exercício, atingindo um pico entre 1 a 4 dias e começam a diminuir entre 3 a 8 dias.

A maior parte da creatinoquinase liberada após exercício físico pertence à fração MM. Entretanto, a CK-MB pode estar elevada após exercício prolongado e extenuante, como na maratona, chegando a 8 a 18% da concentração total, sem nenhuma evidência de isquemia cardíaca. A fonte de CK-MB parece ser as fibras musculares em regeneração, que semelhante aos mioblastos fetais, expressam maior quantidade de CK-MB do que as células musculares maduras.

A causa exata do aumento da creatinoquinase após o exercício é desconhecida. As hipóteses incluem hipóxia tecidual, depleção de glicogênio muscular, peroxidação lipídica e acúmulo de radicais livres.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

CREATINA

O uso da Creatina pode estar associado a potenciais efeitos colaterais. O potencial de sobrecarga renal realmente existe e é frequentemente encontrado na prática clínica quando associado ao uso em excesso de suplementos de proteína e hormônios anabolizantes (mesmo quando usados em doses terapêuticas). Por isso, é fundamental sempre ser avaliado pelo profissional médico antes de utilizá-la com segurança.

Existe também a possibilidade individual de retenção líquida, e de consequente prejuízos para o processo de definição muscular.

A molécula de creatina está armazenada naturalmente dentro das células musculares e possui papel fundamental na disposição e armazenamento de energia (essenciais em exercícios de força e potência). Treinos muito intensos, então, criam uma maior demanda de creatina. A suplementação pode permitir ganho de força. O aumento de creatina nas células, por sua vez, provoca a entrada de água nas células musculares. Daí o efeito de retenção hídrica – sinal de que a suplementação é efetiva.

Portanto, a creatina, com o devido acompanhamento médico, é um suplemento benéfico especialmente para quem visa o ganho de massa muscular e uma recuperação eficiente. Entretanto, deve ser usada

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BETA ALANINA

É um aminoácido componente do peptídeo carnosina, sendo que os níveis de carnosina estão limitados pela quantidade de beta-alanina disponível. A suplementação de Beta Alanina pode aumentar a concentração de carnosina intramuscular em até 80%, melhorando assim a performance em exercícios de até 240 segundos, ao atenuar o aumento da acidez muscular induzida pelo exercício.

A melhora da performance é demonstrada pelo aumento do tempo até a exaustão, o aumento da velocidade máxima e a redução da percepção de fadiga. Não aumenta a força muscular, mas permite o aumento do volume de treinamento, aperfeiçoando a hipertrofia e/ou a definição muscular.

Além disso, a carnosina pode diminuir o estresse oxidativo ao reduzir a produção de radical livres pelo íons cobre e ferro.

A Beta Alanina está presente em quase todos os pré-treinos, porém em uma dose insuficiente para o acúmulo muscular, sendo portanto, ineficiente nestes produtos.

Como efeito colateral, ocorre principalmente a parestesia na face, no pescoço e no dorso da mão.

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