CREATINOQUINASE E EXERCÍCIO FÍSICO

A creatinoquinase​ (CK) é uma enzima que desempenha importante papel na geração de energia para o metabolismo muscular. Está presente, predominantemente no tecido muscular, mas é também encontrada no tecido cerebral.

A CK apresenta frações: a fração MM quase exclusivamente do músculo esquelético (97-99%), sendo o restante composto pela fração MB. A CK presente no miocárdio é basicamente formada pela fração MM e fração MB. A CK cerebral é composta exclusivamente pela fração BB. No soro normal, a CK total é representada principalmente pela fração MM.

A concentração sérica da creatinoquinase​ é dependente da idade, sexo, raça, massa muscular e atividade física. Em geral, os homens têm níveis mais elevados que as mulheres e, negros têm níveis maiores que os brancos. Os níveis em outros grupos raciais não diferem da população branca. A massa muscular constitui outro fator independente que influencia os níveis de CK. Durante a vida adulta, os níveis de CK aumentam discretamente com a idade para declinar na velhice. Elevações transitórias da CK são observadas após trauma muscular, injeções intramusculares, procedimentos cirúrgicos, e exercício físico. A atividade da CK pode estar elevada no hipotiroidismo​. A CK sérica eleva-se também na polimiosite, na dermatomiosite, no traumatismo muscular, na miocardite, intoxicação por cocaína, na distrofia muscular e no infarto agudo do miocárdio. Valores muito elevados podem ser encontrados após crises convulsivas. Valores diminuídos da CK são encontrados nos estágios precoces da gestação, em pessoas com vida sedentária, durante períodos prolongados de repouso no leito e quando há perda importante da massa muscular.

A elevação do CK no exercício físico​

Os níveis séricos de creatinoquinase num indivíduo normal tem origem, principalmente, do tecido muscular esquelético, sendo constituído na sua grande totalidade pela fração MM.  

O exercício físico prolongado eleva os níveis de creatinoquinase​. Essa elevação é variável entre os indivíduos e depende do sexo, da raça e do tipo de treinamento físico. O nível de elevação também depende da duração e da intensidade do exercício, além do condicionamento físico, sendo que a duração da atividade física é um importante fator a ser considerado.  

Quando a intensidade da atividade física está dentro da capacidade metabólica do tecido muscular, existe pequena alteração na permeabilidade da membrana celular. No entanto, quando esta intensidade excede a capacidade metabólica, ocorre alteração significativa na permeabilidade da membrana celular e a enzima CK é liberada do meio intracelular para a circulação com consequente elevação no sangue.

Diversos fatores são determinantes na elevação do nível da enzima CK durante e após exercício físico. Os maiores níveis de creatinoquinase pós-exercício são vistos nos exercícios físicos prolongados tais como em maratonistas e em atletas que competem provas de “triathlon”, podendo atingir níveis tão altos quanto 50 vezes os valores referenciais. O treinamento diário pode resultar numa elevação persistente do CK, sendo que elevações mais significativas são observadas em indivíduos que não estão condicionados fisicamente, em relação àqueles que praticam exercícios regularmente. De fato, se atletas e indivíduos sedentários realizam o mesmo exercício físico, os níveis de CK nos atletas é menor do que em indivíduos sedentários.

A liberação do creatinoquinase e a sua remoção do plasma dependem do nível de treinamento, tipo, intensidade e duração do exercício. Níveis duas vezes acima do nível basal podem ser observados 8 horas após a prática de um exercício vigoroso.  Elevação de CK após exercício excêntrico está associada a lesão muscular, com elevação acentuada entre o 2º. e 7º. dia  após o exercício. Em geral, elevações maiores são detectadas mais precocemente e por mais tempo. Os valores de CK geralmente iniciam a aumentar em poucas horas após o exercício, atingindo um pico entre 1 a 4 dias e começam a diminuir entre 3 a 8 dias.

A maior parte da creatinoquinase liberada após exercício físico pertence à fração MM. Entretanto, a CK-MB pode estar elevada após exercício prolongado e extenuante, como na maratona, chegando a 8 a 18% da concentração total, sem nenhuma evidência de isquemia cardíaca. A fonte de CK-MB parece ser as fibras musculares em regeneração, que semelhante aos mioblastos fetais, expressam maior quantidade de CK-MB do que as células musculares maduras.

A causa exata do aumento da creatinoquinase após o exercício é desconhecida. As hipóteses incluem hipóxia tecidual, depleção de glicogênio muscular, peroxidação lipídica e acúmulo de radicais livres.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

CREATINA

O uso da Creatina pode estar associado a potenciais efeitos colaterais. O potencial de sobrecarga renal realmente existe e é frequentemente encontrado na prática clínica quando associado ao uso em excesso de suplementos de proteína e hormônios anabolizantes (mesmo quando usados em doses terapêuticas). Por isso, é fundamental sempre ser avaliado pelo profissional médico antes de utilizá-la com segurança.

Existe também a possibilidade individual de retenção líquida, e de consequente prejuízos para o processo de definição muscular.

A molécula de creatina está armazenada naturalmente dentro das células musculares e possui papel fundamental na disposição e armazenamento de energia (essenciais em exercícios de força e potência). Treinos muito intensos, então, criam uma maior demanda de creatina. A suplementação pode permitir ganho de força. O aumento de creatina nas células, por sua vez, provoca a entrada de água nas células musculares. Daí o efeito de retenção hídrica – sinal de que a suplementação é efetiva.

Portanto, a creatina, com o devido acompanhamento médico, é um suplemento benéfico especialmente para quem visa o ganho de massa muscular e uma recuperação eficiente. Entretanto, deve ser usada

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CARBOIDRATO DURANTE O EXERCÍCIO

A suplementação de carboidrato durante a atividade física aumenta o desempenho do atleta ao poupar o glicogênio muscular e ao disponibilizar adequada glicose sanguínea nas etapas finais do exercício, em que há uma maior taxa de oxidação dos carboidratos.

A taxa máxima de oxidação do carboidrato exógeno é de 1,0 a 1,2 gr/kg/min, então, os atletas devem ingerir em torno de 30 a 60 gr de carboidrato por hora.

Para evitar desconfortos gastrointestinais, a solução de carboidrato deve ser de 6 a 8% e o consumo deve ser iniciado junto com a atividade.

Segundo os protocolos das principais Sociedades de Medicina do Esporte e da Nutrição Esportiva (ISSN, ACSM e IOC), o uso de carboidratos é indicado se:

1-A atividade for contínua e durar mais de 60 min.

2-A atividade for sustentada, de alta intensidade e durar mais de 45 min.

3-O exercício aeróbico for do tipo Stop and Start e durar mais de 60 min (Ex: futebol).

O consumo inadequado de carboidrato pode causar sintomas durante o exercício, como: baixo nível de energia, pernas pesadas, fadiga, taxa lenta de recuperação, falta de concentração, tonteira, irritabilidade e sensação de desmaio. Caso você estiver apresentando algumas destas queixas, deve ser avaliado a prescrição de carboidrato intra-treino.

Esta suplementação é exclusiva para os atletas que desejam hipertrofia e melhora de desempenho e não deve ser prescrita para quem está no processo de perda de peso ou de definição muscular.

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BETA ALANINA

É um aminoácido componente do peptídeo carnosina, sendo que os níveis de carnosina estão limitados pela quantidade de beta-alanina disponível. A suplementação de Beta Alanina pode aumentar a concentração de carnosina intramuscular em até 80%, melhorando assim a performance em exercícios de até 240 segundos, ao atenuar o aumento da acidez muscular induzida pelo exercício.

A melhora da performance é demonstrada pelo aumento do tempo até a exaustão, o aumento da velocidade máxima e a redução da percepção de fadiga. Não aumenta a força muscular, mas permite o aumento do volume de treinamento, aperfeiçoando a hipertrofia e/ou a definição muscular.

Além disso, a carnosina pode diminuir o estresse oxidativo ao reduzir a produção de radical livres pelo íons cobre e ferro.

A Beta Alanina está presente em quase todos os pré-treinos, porém em uma dose insuficiente para o acúmulo muscular, sendo portanto, ineficiente nestes produtos.

Como efeito colateral, ocorre principalmente a parestesia na face, no pescoço e no dorso da mão.

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ATIVIDADE AERÓBICA EM JEJUM EMAGRECE?

Há muitos anos vem sendo estudada a hipótese de que a atividade aeróbica em jejum emagrece.

Na teoria, treinar após uma noite de jejum aceleraria a queima de gordura, já que haveria uma redução do nível basal de insulina e do estoque de glicogênio hepático (glicose do fígado), o que forçaria uma maior utilização da gordura como fonte energética, com o objetivo de poupar o glicogênio muscular.

No intuito de se testar esta hipótese, foi realizado um estudo com 2 grupos de pacientes. O primeiro grupo realizaria a atividade em jejum e se alimentaria logo após o término do exercício, já o segundo grupo se alimentaria um pouco antes de se exercitar. Todos os pacientes receberam dietas hipocalóricas e foram reavaliados após 40 semanas de treinamento.

Os pacientes que se exercitaram em jejum não apresentaram uma maior redução do peso, do IMC, do porcentual de gordura corporal, da circunferência abdominal e da massa livre de gordura, ao se comparar com os pacientes que se alimentaram antes do exercício.

Nos pacientes que se exercitaram em jejum, realmente foi observado uma maior queima de gordura durante a atividade física, porém, ao longo do dia houve uma menor utilização de gordura como fonte energética, assim, tornando o seu gasto total de gordura diário semelhante ao grupo que se exercitou após uma refeição.

A análise da maioria dos estudos revela que a prática de atividade aeróbica em jejum não emagrece.

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A BEBIDA ALCOÓLICA E O GANHO DE PESO

As bebidas alcoólicas prejudicam o processo da perda de peso pois são hipercalóricas (uma lata de cerveja equivale a um pão francês aproximadamente). Além disso, o álcool interfere no metabolismo lipídico. Ocorre uma preferência pela metabolização alcoólica em relação a lipídica, então boa parte da gordura consumida não será metabolizada e sim armazenada no tecido adiposo.

A dica é sempre comer antes de sair de casa, dando preferência por alimentos ricos em fibras, que diminuam a absorção de gordura e proporcionem uma sensação de saciedade. Ao comparar os valores calóricos, lembre-se que um pão francês tem em média 130 kcal, o equivalente a uma lata de cerveja de 350ml.

Beba com moderação.

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RABDOMIÓLISE

Exercícios intensos podem induzir lesão grave da musculatura esquelética caracterizando um quadro de rabdomiólise. O dano pode resultar na elevação da creatinoquinase, desidrogenase láctica (DHL) e da mioglobina. A rabdomiólise severa e grave, pode induzir uma lesão renal, em razão da precipitação da mioglobina a nível de túbulos renais. No entanto, alguns estudos não observaram sinais de comprometimento renal em pacientes submetidos a exercícios físicos intensos.

Elevação da CK induzida pela macro CK

A atividade da creatinoquinase detectada no soro é devida na grande totalidade a CK-MM, restando uma pequena fração, aproximadamente 4% para a CK-MB. A fração CK-BB é encontrada no cérebro e está praticamente ausente no sangue de indivíduos normais.

Além das três isoenzimas típicas da creatinoquinase, são descritas duas outras isoenzimas macromoleculares que, habitualmente, não são encontradas no sangue, denominadas de macro CK tipos 1 e 2. A macro CK do tipo 1 é um complexo formado pela CK-BB ou CK-MM que se liga a uma imunoglobulina G ou A e, não estão relacionadas a uma patologia específica. Trata-se de uma variação da normalidade. Já a macro CK do tipo 2 é um complexo oligomérico de origem mitocondrial com algum grau de associação com neoplasias.

Os indivíduos portadores dessas isoenzimas macromoleculares na circulação, apresentam níveis cronicamente elevados de creatinoquinase, sem uma causa que a justifique. Nessa situação, os outros parâmetros laboratoriais correlacionados, tais como aldolase, desidrogenase láctica e mioglobina encontram-se dentro do intervalo de referência. Métodos laboratoriais para pesquisa de macro CK são disponíveis e devem ser solicitados quando houver suspeita da presença dessas macromoléculas.

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TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA EM HOMENS

A deficiência de testosterona nos homens com mais de 50 anos é uma síndrome clínica caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas em combinação com baixos níveis de testosterona.

      Os sintomas da deficiência de testosterona incluem a diminuição da sensação de bem-estar, diminuição da libido, diminuição da disposição, irritabilidade, disfunção erétil, depressão, diminuição da massa muscular, aumento do índice de massa corporal e percentual de gordura corporal.

       O objetivo da reposição de testosterona é aliviar os sinais e sintomas do hipogonadismo com melhora da função e desejo sexual, aumento da disposição, sensação de bem-estar, aumento da vitalidade, aumento da massa muscular, diminuição da cintura abdominal, diminuição da gordura corporal, aumento da densidade mineral óssea, melhora da sensibilidade insulínica, diminuição da glicemia em pacientes diabéticos, e melhora dos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) em pacientes diabéticos do tipo II.

      A deficiência de testosterona é extremamente comum nos homens com mais de 50 anos e, na maioria das vezes, o diagnóstico é negligenciado ou não identificado pelo médico. A prevalência da deficiência de testosterona sintomática chega a 13% dos homens com mais de 50 anos no EUA, com uma incidência de 12 novos casos a cada 1000 indivíduos a cada ano nos EUA e na Europa. Além disso, alguns indivíduos estão mais sujeitos ao desenvolvimento da deficiência de testosterona como homens com diabetes tipo II, obesos, pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e pacientes com uso crônico de opióides.

      O uso de produtos e prescrições com testosterona cresceram substancialmente na última década. No entanto, em 2007 o Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos EUA responsável pelo controle dos alimentos e medicamentos, mostrou que menos de 5% dos homens com hipogonadismo ou andropausa estavam sendo tratados. O aumento nas prescrições com testosterona, principalmente na forma em gel, resultou do aumento da preocupação, de médicos e da população, com a deficiência de testosterona e os evidentes benefícios da reposição. Essa preocupação trouxe à tona a importância e o conceito de “menopausa masculina“ ou andropausa e que efetivamente o tratamento com TRT traria enormes benefícios para o indivíduo. De fato, evidências científicas das últimas 4 décadas mostram que baixos níveis séricos de testosterona estão associados com maior risco de aterosclerose, aumento do risco e da mortalidade cardiovascular. Notadamente, o US Health Care Expendures, órgão norte-americano de controle de custos com a saúde, projeta que a deficiência de testosterona estará relacionada somente nos EUA, nos próximos 20 anos, com 1.3 milhões de novos casos de doenças cardiovasculares, 1.1 milhões de novos casos de diabetes tipo II e mais de 600.000 casos de osteoporose relacionados com fraturas em homens com mais de 50 anos de idade.

        Nos EUA metade dos homens saudáveis com idade entre 50 e 70 anos possuem níveis de testosterona total sérica 50% menor do que homens saudáveis entre 20 e 40 anos de idade. No entanto, o declínio dos níveis de testosterona pode ter início aos 30 anos de idade e, nos últimos anos tem sido cada vez mais precoce. Nos EUA, por exemplo, observa-se que a cada ano os níveis de testosterona nos homens é cada vez menor. Esse declínio progressivo observado na população parece ter uma intima relação com a presença de substâncias químicas e industriais que alteram a produção hormonal do organismo humano, também conhecidos como “disruptores endócrinos“. O Bisfenol A (BPA) e os Ftalatos, por exemplo, utilizados na fabricação de plásticos significativamente reduzem os níveis de testosterona em homens e mulheres sendo observado, principalmente, nas crianças entre 6 e 12 anos de idade. Essa diminuição precoce dos níveis de testosterona total na população traz enorme preocupação visto o importante papel hormonal da testosterona no desenvolvimento sexual dos indivíduos jovens e na manutenção da capacidade funcional no homem com mais de 65 anos de idade.

        Em 6 de agosto de 2015 foi publicado no European Heart Journal da European Society of Cardiology (ESC) o maior estudo observacional até o momento relacionando a TRT e o risco cardiovascular. Nesse estudo, os pesquisadores examinaram os efeitos da TRT e os desfechos cardiovasculares comparando as incidências de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e mortalidade por todas as causas entre diferentes sub-populações tratadas e não tratadas. Esse estudo acompanhou 83.010 homens com mais de 65 anos de idade, todos sem histórico de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral que foram tratados com TRT entre 1999 e 2014. Dos indivíduos estudados apenas 65% deles atingiram níveis normais de testosterona total após o início da TRT. Esse grupo obteve significativa diminuição de eventos cardiovasculares e morte por todas as causas em comparação com os pacientes que receberam a reposição de testosterona mas não atingiram valores normais de testosterona total após o tratamento. O grupo que não recebeu a TRT teve maior número de eventos cardiovasculares e morte por todas as causas em comparação com os pacientes que receberam a terapia de reposição com testosterona. Esse foi o primeiro que evidenciou a relação entre a normalização dos níveis de testosterona total com maior redução da mortalidade, infartos agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.

         De fato, os benefícios da normalização dos níveis de testosterona com a TRT para o homem com deficiência de testosterona parecem proporcionar notável melhora de diversos fatores de risco cardiovasculares: hipertensão arterial sistêmica, perfil lipídico e aterosclerose, sensibilidade insulínica e diminuição gordura corporal. Além disso, deve-se considerar a significativa melhora sexual e cognitiva do homem, da prevenção de doenças crônicas como o Alzheimer e a osteoporose, na redução da mortalidade por todas as causas e na manutenção da capacidade funcional no homem após os 65 anos de idade.

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ATIVIDADE FÍSICA APENAS NÃO EMAGRECE

É muito freqüente o relato de pacientes que apresentam dificuldade em perder peso mesmo realizando atividades físicas diárias. A maioria deles tem quase certeza absoluta que deve ter alguma ” alteração hormonal” que justifique tal fato.

Um trabalho publicado no The New England Journal of Medicine, um dos jornais médicos mais conceituados no mundo, demonstrou que atividade física sozinha não emagrece.

Neste estudo 107 obesos com mais de 65 anos foram acompanhados por 52 semanas, sendo os participantes divididos no grupo controle (não exercita e não faz dieta), no grupo da dieta, no grupo do exercício e no grupo dieta + exercício.

Enquanto o grupo dieta e o grupo dieta + exercício perderam quase 10% do peso corporal, o grupo da atividade física, mesmo tendo melhoras significativas no bem estar e na capacidade física, apresentou a mesma perda de peso que o grupo controle (perda não significativa).

Extrapolando os resultados do estudos, podemos dizer que as pessoas do grupo que fizeram apenas atividade física, apesar de apresentarem um maior gasto calórico diário, provavelmente possuíam um maior consumo energético diário. Para compensar o gasto energético do exercício o nosso corpo nos manda estímulos hormonais para aumentar a ingestão alimentar diária, que muitas vezes em nossa conta passa despercebido.

A atividade física AJUDA na perda de peso, mas o essencial é uma dieta hipocalórica. O exercício tem um valor inestimável para a saúde em geral e um papel bem mais importante na manutenção do peso perdido, do que no emagrecimento propriamente dito. Algo de extrema importância, já que manter o peso é mais difícil do que emagrecer. Além disso ao associar o exercício à dieta, perde-se proporcionalmente mais gordura, preservando assim a massa muscular.

Levando em conta que 1 kilo de gordura tem 7700 calorias e que correndo, o ser humano em média gasta 1 caloria por kg de peso para cada kilometro percorrido, calculamos que um individuo de 70 kg, teria que percorrer 110 kilometros em média, por semana, para perder 1kg.

É a mudança alimentar que faz um individuo emagrecer e não a atividade física.

Obviamente que diversas disfunções hormonais e metabólicas, assim como casos de compulsão alimentar e outras disfunções alimentares, podem também prejudicar o processo de emagrecimento. E, tais situações, devem ser devidamente diagnosticadas e tratadas, quando necessário, durante as avaliações médicas periódicas.

A atividade física é importantíssima para ajudar na perda de peso, na manutenção do peso perdido e por todos os outros inúmeros benefícios. Mas sem dieta, nada feito.

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