HORMÔNIO DHEA

         A Dehidroepiandrosterona (DHEA) é o hormônio esteróide mais abundante no corpo humano. Ele é formado na glândula supra renal (feito a partir do pr´pprio colesterol) e tem fundamental ação na regulação do estresse juntamente com o Cortisol. Seus níveis caem de forma importante com a idade e com o stress crônico. O DHEA parece ser fundamental importância para o sistema cardiovascular como mostra o estudo, publicado em um dos maiores jornais de cardiologia do mundo o JACC (Journal of the American College of Cardiology), que contou com nada menos do que 2416 indivíduos acompanhados durante 5 anos. Periodicamente foram dosados os níveis hormonais de DHEA nesses homens (entre 69 e 81 anos) e definitivamente níveis baixos do hormônio foi relacionado diretamente com maior chance de doença cardíaca arterial coronariana.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

HIPERTENSÃO ARTERIAL E PERFORMANCE

Uma das principais dúvidas dos atletas hipertensos é se o tratamento da pressão irá reduzir a sua performance física.

Um estudo realizado em atletas com pressão arterial considerada normal (< 120/80), normal-alta (120 a 140/80 a 90) e alta (>140/90), demonstrou que a capacidade cardiopulmonar (VO2) reduz a medida que há um aumento da pressão arterial, sendo respectivamente de 53,2; 48 e 45 ml/kg/min. Então, na verdade, o tratamento da hipertensão irá melhorar a sua performance atlética.

O atleta deve procurar tratamento adequado, pois dependendo da medicação utilizada (ex: diuréticos e beta-bloqueadores), realmente poderá ocorrer uma redução do desempenho e o atleta pode inocentemente cair no dopping.

A pressão alta não é uma contraindicação absoluta ao exercício físico e requer sim, tratamento adequado.

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FOME X VONTADE DE COMER

O processo de ficar saciado ou “cheio” e controlado pela parcialmente pela leptina, um hormônio produzido pela gordura do corpo. Está envia sinais ao seu cérebro informando que existe bastante gordura armazenada e que não precisa mais comer. Entretanto, o consumo de frutose em excesso provoca o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), o que por sua vez conduz à resistência à leptina. Da mesma forma como ocorre com a resistência à insulina, o corpo produz cada vez mais leptina, mas seu cérebro não recebe a mensagem. A resistência à insulina gera resistência à leptina, o que significa que quanto mais açúcar come, mais fome sente, em um verdadeiro ciclo vicioso.

O açúcar estimula o cérebro a liberar “os químicos do bem estar ” naturais do corpo: os neutrotransmissores dopamina, serotonina e endorfinas que, por sua vez, aumentam a vontade de ingerir açúcar, em um ciclo vicioso. O consumo de alimentos açucarados é tão viciante como o consumo da cocaína, pois ambos ativam a produção destes neurotransmissores responsáveis pela modulação do humor e da química cerebral.  A nicotina, a heroína e a morfina também estimulam a produção destes químicos viciantes.

Pesquisadores da Universidade de  Bordeaux, na Franca, descobriram que ratos de laboratório viciados em cocaína preferiam água adoçada com sacarina (300 vezes mais doce que a sacarose) a droga.

É evidente que o açúcar não é algo de que se consiga abdicar facilmente. A vontade é um processo complexo. Uma dieta rica em carboidratos por exemplo, pode fazer com que se sinta fisicamente “cheio”, mas não realmente satisfeito. Acabar com tal dependência pode ser um desafio. O seu corpo irá se adaptar à medida que for reduzindo o açúcar e adicionando boas gorduras animais. Com isso, você não irá mais sentir oscilações nos níveis de energia, começará a perder peso e reduzirá os níveis de inflamação.

Como lidar com a vontade ?

Os viciados tem vontade de usar aquilo que estão viciados. Sendo assim, ao tentar eliminar o açúcar de sua vida você sentirá vontade de ingeri-lo. Ao parar de ingerir açúcar, poderá sentir sinais e sintomas de síndrome de abstinência. As vezes se sentirá cansado, irritado, deprimido, ansioso e até mesmo sem sono. Porém não existem soluções instantâneas para estas sensações, e elas irão certamente desaparecer a medida que o tempo passa.

Registro algumas idéias que auxiliam durante este processo:

# Tenha um café da manhã rico em proteínas, para evitar a vontade. Os ovos são uma alternativa eficaz e saudável (defendida inclusive pela Sociedade Americana de Cardiologia). Todas as outras fontes de proteína podem ser usadas pela manhã, especialmente ao se sentir vontade de ingerir açúcar. Café quente com nata ou manteiga são uma boa dica para o manter a salvo de ataques de vontade de açúcar por horas.

# Procure ingerir boas gorduras. As gorduras são muito saciantes, e alimentam a vontade e o apetite simultaneamente. As opções são diversas: queijos, salada com bastante azeite, abacate ou ovos cozidos.

# Coma regularmente para evitar “ataques de fome “. Planejando suas refeições, conseguirá evitar os alimentos com açúcar.

# Mantenha-se hidratado. Por muitas vezes, quando você pensa que tem fome, na verdade o que tem é sede.

# Procure se auto analisar e descobrir se realmente sente vontade de comer algo doce. Talvez esteja apenas cansado, irritado, aborrecido solitário ou triste. Estes são gatilhos emocionais que conduzem a alimentos açucarados. Muitas vezes, precisamos de uma soneca e não de um doce. Tomar consciência que está comendo por necessidades emocionais e não por fome, pode ser suficiente para interromper a vontade de ingerir açúcar. 

# Adicione uma pitada de sal. Surpreendentemente, uma pequena quantidade de sal salienta o sabor doce natural de alguns alimentos, especialmente a fruta.

# Escovar os dentes ou mascar chicletes sem açúcar inexplicavelmente parecem auxiliar no controle da vontade de ingerir açúcar.

# Use suplementos de L – GLUTAMINA. A glutamina é uma parte essencial do processo complexo que avisa o organismo que os níveis de açúcar desceram e que é preciso fazer voltá-lo ao normal através da liberação de mais glicogênio hepático, a forma sob a qual a glicose fica armazenada no fígado. Esta liberação estabiliza o nível de açúcar no sangue e ajuda a acabar com a vontade.

# Tenha um sono adequado. Os estudos da Universidade de Berkeley, na Califórni , mostram que é muito mais difícil resistir aos snacks doces ou salgados quando se está cansado ou com poucas horas de sono. Assim, se estiver adequadamente descansado, será mais fácil resistir aos carboidratos. Além disso, pesquisadores alemães descobriram que noites de sono curtas e mal dormidas comprometem a capacidade de metabolizar a glicose.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

FINASTERIDA

A finasterida é uma das melhores medicações contra a queda de cabelo masculina. Ela inibe a enzima 5-alfa-redutase tipo II, impedindo a conversão da testosterona (T) em um metabólito 3 x mais ativo, a dihidrotestosterona (DHT).

A alopécia masculina é causada por uma suscetibilidade genética dos folículos pilosos à DHT, tornando o capilar mais frágil, fino e propenso à queda.

A grande dúvida é se a redução da DHT pela finasterida atrapalharia no desempenho físico e na composição corporal.

Um estudo realizado pela Universidade de Medicina de Atlanta, com 70 homens com baixa de testosterona, demonstrou que ao se tratar estes pacientes apenas com testosterona ou associado com 5 mg de finasterida (dose 5x maior que a utilizada para queda de cabelo), não houve diferença entre os dois grupos no aumento da massa muscular, da força, da performance e da redução gordura abdominal e total, apesar de uma redução da DHT em mais de 50% no grupo que usou finasterida.

Assim, podemos afirmar que a finasterida 1mg usada para o tratamento de queda de cabelo, quando associada ao uso de testosterona, não interfere na hipertrofia muscular, na perda de gordura e no aumento da força.

Apesar disso, a finasterida pode apresentar efeitos colaterais e a síndrome pós finasterida. Portanto, é importante a realização de um check-up hormonal completo antes de iniciar o seu uso.

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FASE CLÍNICA E PRÉ – CLÍNICA DE ESTUDOS

De modo geral , para um medicamento ter sido liberado para uso e permanecido em comercialização no mercado, ele passou com sucesso pela “fase pré-clínica “ de estudos (ex. Modelos fisiológicos, in vitro, modelos animais), e também pela “fase clínica “ (estudos com população humana).

A fase clínica de estudos é composta de 4 fases; sendo a primeira para avaliação de toxicidade em pequenos grupos; a segunda ainda em grupos pequenos expandindo para grupos maiores avaliando as dosagens terapêuticas; a terceira em grupos maiores para avaliar efeitos do tratamento e comparativamente semelhante a outros tratamentos semelhantes no mercado; e , por fim, a quarta fase, que acompanha uso em longo prazo de uma população maior decorrente de múltiplos estudos, para averiguação de efeitos terapêuticos e adversos.

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EXTRATO DE CHÁ VERDE X COMPOSIÇÃO CORPORAL

O extrato de chá verde (ECV) potencializa as catecolaminas plasmáticas, influenciando assim o metabolismo e a termogênese.

Na posologia correta e na frequência cardíaca ideal de exercício, o ECV aumenta o metabolismo da gordura e reduz o do carboidrato.

Ao poupar o glicogênio muscular, reduz a percepção de fadiga e o tempo até a exaustão, e aumenta a potência e o tempo de realização do exercício, permitindo assim um maior gasto calórico.

O ECV melhora a composição corporal por aumentar a perda de gordura.

Ao aumentar o óxido nítrico, ajuda a reduzir a dor muscular pós exercício.

Sua ação ocorre apenas durante o exercício e, principalmente, na atividade aeróbica.

Como aumenta a atividade catecolaminérgica, se consumido em altas doses, pode trazer malefícios.

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EVITE BEBER LÍQUIDOS DURANTE AS REFEIÇÕES

O hábito de ingerir líquidos nas refeições é muito comum. No entanto, os líquidos devem ser consumidos 20 a 30 minutos antes ou 60 minutos após as refeições. Quando optar por ingeri-los nas refeições são indicadas apenas pequenas quantidades (em torno de 150 ml).

O líquido ingerido na refeição não engorda, porém dilata o estômago e provoca uma sensação de distensão abdominal. Tal distensão da parede gástrica, que é flexível, dá uma falsa impressão ao cérebro de que o estômago está vazio e que existe espaço para mais alimento. Essa dilatação reduz a sensação de saciedade, podendo levar a um excesso alimentar e, consequentemente, ao aumento de peso.

Durante a digestão dos alimentos precisamos da ação do suco gástrico no estômago, para que alguns nutrientes possam ser quebrados e absorvidos. Quando ingerimos líquido em excesso nas refeições o suco gástrico fica diluído e dessa forma a digestão fica comprometida podendo ocasionar problemas como indigestão, gases, flatulências e deficiência na absorção de nutrientes como ferro, cálcio, zinco, vitamina B12, entre outros.

Se desejar beber líquidos durante a refeição, dê preferência aos sucos naturais feito com frutas ácidas como abacaxi, limão, morango, kiwi, já que irão trabalhar a favor do suco gástrico no estômago, não interferindo na absorção dos alimentos. A água também é uma boa escolha, pois ajuda na hidratação e não aumenta o valor calórico da refeição.

É importante ressaltar que refrigerantes e águas gaseificadas são mais prejudiciais, já que o gás presente nessas bebidas dilata ainda mais o estômago, prejudicando a digestão e criando uma falsa sensação de saciedade.

Muitas pessoas sentem necessidade de ingerir líquidos durante as refeições, pois a hidratação durante o dia muitas vezes é limitada. É importante lembrar que a recomendação de água é de, no mínimo, 6 a 8 copos de 250 ml e essa deve ser feita preferencialmente nos intervalos entre as refeições!

Alimentos ricos em água, geralmente frutas e legumes como abacaxi, abobrinha, alface, laranja, tomate, mamão, melancia, melão, uva, chuchu fazem parte de nossas refeições, portanto é impossível realizar uma refeição sem ingerir líquidos, a preocupação sempre deve ser em não consumir líquidos em grande volume.

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EDUCAÇÃO EM SAÚDE

A educação em saúde é definida como sendo um conjunto de atividades que sofrem influência e modificação de conhecimentos, atitudes, religiões e comportamentos, sempre em prol da melhoria da qualidade de vida e de saúde do indivíduo.

        Com isso, a educação em saúde pode ser entendida como uma forma de abordagem que, enquanto um processo amplo na educação, proporciona construir um espaço muito importante na veiculação de novos conhecimentos e práticas relacionadas.

          Existem diversidades nos modelos de educação em saúde, sendo que todas evidenciam um objetivo em comum, que é a mudança de hábitos, atitudes, e comportamentos individuais, em grupos e no coletivo. Tal mudança de comportamento está atrelada a aquisição de novos conhecimentos e adoção de atitudes favoráveis à saúde.

          Diante disso é possível verificar que o termo educação em saúde está condicionado às ações que são transmitidas aos indivíduos com intuito de elevar a sua qualidade de vida e consequentemente de saúde. Neste processo os profissionais de saúde possuem papel primordial, uma vez que, são eles próprios os responsáveis pela disseminação de conhecimentos concretos para o alcance dos objetivos de melhorar a saúde das pessoas.

             Contudo, devemos nos atentar que esta transmissão de conhecimento constitui-se também em um modelo de educação, sendo necessário primeiramente que o ser educador (neste exemplo, o profissional de saúde) seja capacitado para tal tarefa (realização da educação em saúde). Ao contrário, os resultados serão insatisfatórios.

              Visualiza-se que nas instituições de saúde onde o profissional participa de programas de educação, o mesmo possui maiores embasamentos e interesse por ensinar, é possível então identificar que ocorre um ciclo de informações, onde aquele que conhece o processo, o compreende e assimila de alguma maneira, entende melhor a importância da questão educativa para o cliente/paciente.

              O processo de educação na área da saúde pode ser representado pelas mais diferentes atividades, as quais estão interligadas a partir de ações de educação correspondentes aos estímulos na busca por atrair o indivíduo a participar do processo de educação, seguido de formas práticas de aquisição e formação de hábitos em prol da assimilação, construção e reconstrução de experiências. Os mecanismos de orientação, didática e terapêutica também fazem parte de um enfoque entre os métodos de transmissão e veiculação de conhecimentos.

           Segundo a OMS a educação em saúde é entendida como sendo uma combinação de ações e experiências de aprendizado planejado com o intuito de habilitar as pessoas a obterem controle sobre fatores determinantes e comportamentos de saúde.

            Na busca da saúde de forma integral, a educação tem tido um significado muito importante por colaborar na orientação de ações práticas, trazendo com isso resultados e melhorias na qualidade de vida e no fortalecimento do sujeito como um todo.

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DIETA PALEOLÍTICA

         A alimentação paleolítica (dieta “paleo”) foi popularizada na década de 70 e é uma forma de alimentação baseada na nutrição dos ancestrais do ser humano que viveram antes de 10.000 a.c. Esses indivíduos eram caçadores e coletores que consumiam, especialmente, carnes e vísceras animais, peixes, vegetais, frutas e castanhas. Além disso, outro detalhe é que não havia o cultivo naquela época, já que nossos ancestrais eram nômades.

        Existem muitas críticas à alimentação paleolítica, principalmente com relação ao seu nome: “paleolítica “. Isso porque ela não segue exatamente a alimentação ancestral. Muitos dos alimentos contidos na alimentação paleolítica não existiam em 10.000 a.c., como brócolis, couve-flor, repolho e outros que sofreram modificações ao longo dos anos, tornando impossível reproduzir fielmente o que era feito. Por isso, vemos outros nomes e tipos da alimentação paleolítica, mas em sua maioria, seguindo sempre a filosofia da baixa ingesta de carboidratos e de alimentos processados.

         Por outro lado, os defensores da dieta paleolítica baseiam-se na teoria que o ser humano moderno não estaria geneticamente adaptado para metabolizar os alimentos industrializados, processados e cultivados. Além disso, outra afirmativa é que a nossa dieta moderna, rica em comidas processadas, gorduras trans e açúcar, é a raiz de doenças como a obesidade, câncer, diabetes, doenças do coração, doenças degenerativas, depressão e infertilidade.

         Por milhões de anos, o metabolismo e a fisiologia humana envolvem a retenção de sódio e a excreção de potássio em resposta a uma alimentação que era pobre em sódio e rica em potássio. Com o início da agricultura e a industrialização dos alimentos, houve uma importante queda no consumo diário de potássio contribuindo para o desenvolvimento de diversas doenças. De fato, estudos recentes evidenciam que a alimentação paleolítica é rica em potássio e pobre em sódio, ao contrário da dieta ocidental. O consumo de potássio pela nossa população está muito abaixo da recomendação diária, enquanto o consumo de sódio está extremamente elevado.

          Diversos estudos mostram que o baixo consumo de potássio está relacionado com diversas doenças, incluindo as cardiovasculares, a litíase renal e a osteoporose. Essa afirmação é ainda validada por outros estudos mostram que a suplementação com potássio tem efeitos favoráveis na redução da pressão arterial, na diminuição do risco do acidente vascular encefálico, na melhora da saúde óssea e na redução do risco de nefrolitíase.

          O National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) estimou que entre 2007 e 2008 a ingesta de potássio por homens foi em torno de 3026 mg/d, e em mulheres de 2290 mg/d. Esses valores são substancialmente menores do que os valores diários sugeridos de 4700 mg/d. Essa “deficiência” de potássio é ainda mais notável quando a comparamos com a incrível ingesta dos nossos ancestrais pré-históricos, que era de 15.000 mg/d.

          Recentemente, a alimentação paleolítica também mostrou íntima relação com a diminuição da resistência insulínica. Artigo publicado no Annual Meeting of the Endocrine Society evidenciou que uma dieta paleolítica reduziu marcadores relacionados com a resistência insulínica, com efeitos benéficos na perda de peso e na diminuição do risco para doenças cardiovasculares.

        Outro fator muito importante e discutido sobre a alimentação paleolítica é o fato de ser rica em gorduras monoinsaturadas e em Ômega 3 (EPA e DHA), relacionados em estudos com a redução da obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e o câncer. Além disso, alimentação paleolítica é rica na vitamina K2, associada com a prevenção de doenças cardiovasculares, osteoporose e cuja deficiência favorece o envelhecimento.

      O que está incluído na dieta paleolítica:

– Vegetais

– Frutas

– Carnes, peixes e ovos

– Nozes, castanhas e sementes

– Gorduras vegetais saudáveis

       O que não está incluído:

– Açúcar e alimentos processados

– Trigo e grãos

– Álcool

– Bebidas açucaradas

– Alimentos industrializados

         Embora a alimentação paleolítica ofereça todos estes benefícios, devemos alertar que ela não pode ser feita por qualquer pessoa e não deve ser seguida por crianças. A melhor experiência nesta alimentação é a consciência de não comer alimentos processados. Equilibro sempre é o ideal, busque a orientação do seu médico e nutricionista.

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DESCONFORTO ABDOMINAL DURANTE O EXERCÍCIO

Durante uma atividade física mais prolongada ou intensa há um desvio do fluxo sanguíneo dos órgãos mais nobres (rins, fígado, baço e intestino) para a musculatura em trabalho e para pele, com o intuito de aumentar o aporte de oxigênio e glicose para musculatura e para facilitar a perda de calor cutânea.

A dor sentida em pontada na parte superior do abdome é devido a uma contração mais vigorosa da cápsula hepática (à direita) ou do baço (à esquerda), para direcionar o sangue armazenado ao sistema cardiovascular.

A dor abdominal difusa em cólica é oriunda de uma respiração incorreta, com uma maior deglutição de ar, que determina uma distensão das alças intestinais.

A dor abdominal difusa associada a um mal-estar e vontade de evacuar, é originada por uma leve isquemia das alças intestinais. Há uma vasoconstrição intestinal exagerada e pode acontecer durante ou ao final dos treinos.

Existem ainda outras infinitas possibilidades para dor abdominal durante a prática de exercícios físicos e todas devem ser devidamente investigadas pois algumas podem envolver risco de vida.

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