ESTERÓIDES SEXUAIS E CÂNCER NO HOMEM

Os esteróides sexuais masculinos são produzidos principalmente pelas gônadas, mas também pelas glândulas adrenais e pela conversão de outros esteróides no fígado, no tecido adiposo e outros. São representados principalmente pela:

Di-hidrotestosterona (DHT)

Testosterona (T)

Androstenediona

Dehidroepiandrosterona (DHEA)

A DHT é considerada o mais potente andrógeno e deriva-se da testosterona por meio da ação da enzima 5 alfa redutase (SRD5A).

Existem 3 eventos que participam ativa e sinergicamente da ocorrência das neoplasias malignas no homem, quais sejam: envelhecimento, hereditariedade e susceptibilidade individual, esta última vinculada ao estilo de vida.

ENVELHECIMENTO MASCULINO E CÂNCER

O envelhecimento masculino é fator de risco para os tumores malignos, particularmente o câncer de próstata, que é o tumor mais comum no homem, exceção feita aos tumores de pele. Quanto mais idoso o indivíduo, maior a chance desta moléstia. É extremamente prevalente em homens idosos. Curiosamente, trata-se do momento em que os níveis androgênicos no homem são mais reduzidos e, quanto mais baixos os níveis séricos de testosterona, mais agressivo seria o câncer de próstata.

O homem idoso exibe vários sinais e sintomas juntamente com diminuição nos níveis androgênicos séricos, os quais comprometem a qualidade de vida de maneira significativa. Além disso, a média de sobrevida de um homem idoso com testosterona baixa e menor do que aquela dos homens de mesma idade com níveis séricos normais.

O tratamento da sintomatologia hipogonádica, através da reposição de testosterona, por vezes, gera preocupação, no que se refere ao surgimento de neoplasias malignas.

Entretanto, até o presente momento, não existem evidências conclusivas de que a administração de testosterona aumenta o risco do câncer de próstata ou da hiperplasia benigna da próstata. Da mesma forma, não há evidência de que a testosterona poderá transformar câncer de próstata subclínico em doença clinicamente detectável. No entanto, existe evidência de que a administração de testosterona, independentemente da via, pode estimular o crescimento e agravar os sintomas dos homens com câncer de próstata localmente avançado ou metastático.

HEREDITARIEDADE E GENÉTICA

O estudo do genoma humano associado a estudos epidemiológicos localizou modificações genéticas com impacto na etiologia do câncer de mama e de próstata no homem, independentemente da idade.

Os estudos na área avançam céleres pois trata-se de um instrumento de extremo valor no tratamento e na prevenção de tais entidades nosológicas.

ENVELHECIMENTO MASCULINO E DEFICIÊNCIA ANDROGÊNICA

 Os principais sinais e sintomas associados a redução dos níveis de testosterona são: falta de iniciativa, depressão, fadiga crônica, dificuldade de concentração, perda de energia, cansaço, anemia, acúmulo de gordura abdominal, diminuição da massa muscular, fraqueza muscular, diminuição de libido, disfunção erétil, síndrome metabólica, perda de altura, fraturas, crescimento mais lento dos pelos e osteoporose.

O diagnóstico é crucial, desde que muitos sintomas de hipogonadismo são comuns a outras entidades nosológicas, como depressão (perdas sociais e familiares, desemprego, crise financeira, aposentadoria, abandono pelos filhos, etc.), hipotiroidismo, obesidade (aumenta a prevalência e mortalidade do câncer de próstata), hiperprolactinemia, acidente vascular cerebral e envelhecimento per se.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

 

ENVELHECIMENTO E QUALIDADE DE VIDA

A expectativa de vida dos brasileiros já passou de 75 anos, e estudos mostram que até 2050 a quantidade de idosos triplicará no país. Mas como chegar bem até lá? A medicina evoluiu e o acesso à tecnologia se globalizou. Por outro lado, a vida moderna faz com que as pessoas comam cada vez mais fora de casa ou recorram a produtos industrializados. Além disso, o tempo parece cada vez mais curto, e o estresse virou causador de doenças. Mas nunca é tarde para repensar os hábitos e dar os primeiros passos em busca de uma vida mais longa e saudável.

Assim, se você está na casa dos 30, 40 anos, e ainda não começou a se preocupar com o futuro, a hora é essa. Para te ajudar a amadurecer com qualidade, leveza e sem doenças, listamos sete passos simples, mas que podem fazer enorme diferença lá na frente.

PRIORIZE ALIMENTOS NATURAIS

Inúmeros estudos mostram que o consumo excessivo de alimentos industrializados ricos em conservantes, e o baixo consumo de frutas e verduras estão relacionados com maior risco de doenças cardiovasculares, doenças autoimunes e problemas intestinais levando ao envelhecimento precoce.

BUSQUE SE EXPOR AO SOL

A exposição diária ao sol é fundamental para uma saúde plena a longo prazo. O sol tem participação na formação da vitamina D que desempenha diversas funções no nosso organismo, conforme artigo já elaborado em nosso site anteriormente, e disponível para visualização.

EXERCÍCIOS SÃO ESSENCIAIS, NÃO OPCIONAIS

Nos últimos anos diversos estudos publicados pelo American College of Sports Medicine mostraram que a musculação traz mais benefícios do que o exercício aeróbico na prevenção da sarcopenia (perda muscular que ocorre com a idade e torna o indivíduo dependente), na manutenção do peso, na prevenção da perda óssea, na diminuição da pressão arterial em hipertensos e na diminuição da resistência à insulina em diabéticos. Aeróbicos e exercícios de flexibilidade são muito importantes, mas exercícios de musculação são essenciais.

EVITE O CONSUMO DO AÇÚCAR

Quem pensa que é só cortar o açúcar do cafezinho está muito enganado. O açúcar está escondido em vários ou quase todos os alimentos que estão à nossa disposição no mercado. Seu consumo excessivo está relacionado com a elevação exacerbada da insulina gerando diversos danos à nossa saúde, como diabetes 2, obesidade, esteatose hepática, dislipidemia, síndrome metabólica e o câncer.

SE MANTENHA ATIVO SEXUALMENTE

Escolha não viver no mundo do estresse e da ansiedade. Priorize o que é importante. Estudos mostram que fazer sexo é fundamental para a prevenção das doenças cardiovasculares e para a nossa longevidade. Além disso, o sexo potencializa a liberação de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina que são fundamentais para a sensação de bem-estar e para a melhora do sono.

NÃO SEJA VICIADO NO SEU CELULAR

Estudo recente feito em Harvard mostra que ficar conectado a celulares, tablets, televisões e computadores está associado com maior risco de diabetes 2, doenças cardiovasculares e uma maior mortalidade. Além disso, a “luz azul“ emitida por esses aparelhos pode alterar a secreção da melatonina e alterar o ritmo circadiano fazendo com que você tenha uma insônia daquelas.

FAÇA PREVENÇÃO

Quando você era criança, sua mãe sempre te levava para fazer “check ups“ com o pediatra, certo? Agora, como adulto, ninguém vai fazer isso para você. A maioria das pessoas só procura o médico quando já está doente. Por que não para prevenir isso? Uma dica é nunca ignorar os sinais do seu organismo. Pense menos no seu trabalho e pense mais na sua saúde. Tenha a certeza que prevenir aos 30 fará com que você chegue muito melhor aos 60 anos de idade.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

DISRUPTORES ENDÓCRINOS

Os desreguladores hormonais, também conhecidos como disruptores endócrinos, são substâncias químicas que estão presentes no meio ambiente e possuem propriedades suscetíveis a desequilibrar o sistema endócrino de um organismo humano. Diversos disruptores endócrinos são conhecidos. A maioria é produzida pela indústria, fazendo com que o ser humano entre em contato diário com eles, por meio da contaminação de produtos, alimentos, da poluição do ar ou até da água.

Primeiro precisamos entender como os disruptores endócrinos atuam:

– Podem mimetizar hormônios naturais do organismo como o estrogênio (hormônio predominante na mulher), androgênios (hormônios predominantes nos homens) e, possivelmente, hormônios tireoidianos.

– Podem antagonizar hormônios ligando-se com receptores celulares, bloqueando a ligação de hormônios em seus receptores. Assim, a sinalização hormonal passa a não ser eficiente, podendo ocorrer falhas de metabolização e/ou falhas de resposta hormonal.

O uso em larga escala dos disruptores endócrinos é uma preocupação para os órgãos públicos de saúde, principalmente após a proibição do químico Bisfenol A (BPA) em mamadeiras nos EUA devido a pesquisas apontando que a exposição ao BPA poderia alterar as funções cerebrais e o comportamento de recém-nascidos e do feto ainda no útero.

De fato, o BPA, encontrado em plásticos e resinas pode possuir potencial para alterar o sistema endócrino, modificando o sistema hormonal do organismo, gerando prejuízos irreversíveis ao indivíduo, entre eles:

– Obesidade

– Hipogonadismo

– Câncer

Diversas pesquisas são voltadas para o BPA, mas ele não é o único. Conheça outras substâncias conhecidas:

– Ftalatos: Encontrados em embalagens de plástico, brinquedos, equipamentos médicos e PVC. Estudos mostram que a exposição ao ftalato pode diminuir em até 29% o desenvolvimento sexual de meninos e diminuir os níveis de testosterona em homens e mulheres entre 40 a 60 anos de idade. Também está associado com a obesidade.

– Perfluoroquímicos (PFCs): Encontrados em plásticos resistentes ao calor, superfícies antiaderentes de panelas e na indústria têxtil. Os estudos mostram que podem estar relacionados com o hipotireoidismo, doenças do sistema imune, hipogonadismo e o câncer.

– Benzofenona: Substância encontrada no protetor solar . Os estudos sugerem que as benzofenonas possuem capacidade de alterar a atividade estrogênica in vitro de células mamárias. Os riscos para a saúde da Benzofenona ainda não são esclarecidos, sendo necessários maiores estudos.

– Octilfenol: Substancia utilizada pela indústria têxtil, plásticos, acrílico, usado como emulsificante agrícola, produção do papel e reciclagem. Estudos mostram que a exposição de fetos ao Octilfenol inibiu a secreção de FSH levando a diminuição do tamanho testicular.

– Fitoestrógenos: Substancias naturais presentes em plantas que possuem atividade hormonal, como a genisteína, encontrada em produtos derivados da soja. São elas: Genisteína, Daidzeína, Naringenina e a Apigenina. Essas substâncias possuem atividade estrogênica, e diversas pesquisas tentam avaliar os possíveis riscos de menarca precoce e de câncer de mama com o consumo exagerado dessas substâncias.

Como ficar longe dos desreguladores endócrinos?

– Evitar alimentos ou bebidas industrializadas com embalagens plásticas;

– Evitar alimentos ou bebidas enlatadas;

– Evitar consumir bebidas em garrafas plásticas e copos plásticos;

– Não aquecer sacos, recipientes ou embalagens plásticas no microondas;

– Não consumir bebidas e alimentos quentes em embalagens plásticas;

– Lavar muito bem alimentos com água antes do consumo;

– Evitar panelas com superfície antiaderente

– Não consumir derivados da soja em excesso, especialmente, homens.

– Não utilizar papel filme PVC para guardar alimentos;

– Prefira alimentos naturais e orgânicos.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

COMPULSÃO ALIMENTAR

COMPULSÃO ALIMENTAR

Diversos estudos tentam decifrar como ocorre o fenômeno da compulsão alimentar. Ela é muito comum, principalmente, entre as mulheres que afirmam ter uma “dependência alimentar” ou serem “viciadas” em certos alimentos.

Atualmente, há muita controvérsia na comunidade científica sobre quais são os mecanismos relacionados com a dependência alimentar e como ela poderia contribuir para o sobrepeso e para a obesidade. Em contraste, o vício em comida é amplamente discutido na mídia e o apoio público para sua existência parece ser muito forte.

A Compulsão Alimentar é um problema de saúde pública e, pior, é sub-diagnosticada pelos médicos. Os estudos publicados em 2013 pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) mostram que a Compulsão Alimentar representa um problema de saúde pública, pelo menos, igual a Bulimia Nervosa. Eles ainda ressaltam a importância clínica de questionar os pacientes sobre problemas alimentares, mesmo quando esses não estão incluídos entre as queixas apresentadas ao médico em consultas.

O episódio de compulsão alimentar acontece quando uma pessoa ingere uma quantidade de comida muito maior do que a maioria das pessoas comeriam em um mesmo intervalo de tempo; e acontece com uma sensação de descontrole, sem conseguir evitar comer ou para de comer. Além disso, a pessoa pode comer muito mais rapidamente que o habitual, sentir-se desconfortavelmente cheia, ingerir alimentos sem sentir de fato fome.

Frequentemente estes episódios são seguidos por sofrimento, depressão ou culpa. As pessoas que apresentam transtorno de compulsão alimentar geralmente sentem vergonha de seus problemas alimentares e tentam ocultar os sintomas”. Assim, a doença acaba ocorrendo em segredo ou o mais discretamente possível, atrasando muitas vezes, a busca pelo adequado tratamento. Sem o devido tratamento, os pacientes continuam a sofrer calados.

A Compulsão Alimentar é uma condição multifatorial estando envolvida com fatores socioculturais, psicológicos e, até, familiares. No entanto, atualmente existem explicações biológicas e estudos recentes mostram que, para algumas pessoas, os mesmos centros de recompensa e prazer do cérebro que são acionados por drogas que causam dependência, como cocaína e heroína por exemplo, são também ativadas por alimentos, especialmente aqueles altamente palatáveis como o açúcar e o sal.

Como as drogas que causam dependência, os alimentos altamente palatáveis parecem desencadear a liberação de substâncias químicas, em especial a dopamina, no cérebro. Uma vez que as pessoas experimentam o prazer de comer certos alimentos ocorre o aumento da transmissão de dopamina e serotonina na via de recompensa no cérebro, assim elas rapidamente sentem a necessidade de comer novamente para sentir o mesmo prazer.

Estudos revelam que a a disponibilidade do receptor de dopamina (D2) está diminuída em indivíduos obesos. A dopamina modula circuitos de motivação e recompensa e, portanto, a deficiência de dopamina em indivíduos obesos pode perpetuar a compulsão alimentar como um meio para compensar a diminuição da ativação desses circuitos.

Quais o sinais da Compulsão Alimentar? Veja se algumas dessas perguntas se aplicam a você?

1 – Você come mais do que o previsto quando você começa a comer certos alimentos?

2 – Você come certos alimentos mesmo quando você não está mais com fome?

3 – Você come algum alimento e excesso a ponto de sentir-se mal?

4 – Você se preocupa em não comer certos tipos de alimentos?

5 – Quando certos alimentos não estão disponíveis você sai de casa para obtê-los?

6 – Você evita situações profissionais ou sociais onde certos alimentos estão disponíveis por causa do medo de comer demais?

7 – Você tem problemas no seu trabalho ou escola por causa de comida?

8 – Comer alguns alimentos provocam problemas como depressão, ansiedade ou culpa?

9 – Você precisa comer mais e mais alimentos para reduzir as emoções negativas ou aumentar o prazer?

10 – Comer a mesma quantidade de alimentos não reduz as emoções negativas ou aumenta o prazer da maneira que costumava?

O acompanhamento médico é indispensável para o diagnóstico e o tratamento da compulsão alimentar. Como normalmente esses indivíduos estão com sobrepeso ou obesos, o tratamento multidisciplinar é fundamental, trazendo resultados muito mais favoráveis para o paciente a longo prazo.

O tratamento passa por medidas farmacológicas específicas com o objetivo de reduzir os episódios de compulsão alimentar e o peso corporal (quando associado a sobrepeso ou obesidade). E medidas não farmacológicas como o acompanhamento nutricional para a melhora do comportamento alimentar inadequado e de psicoterapias, principalmente a cognitivo comportamental, que tem mostrado resultados significativos no tratamento da compulsão alimentar. Por isso, tenha equilíbrio nas suas escolhas e cuide-se sempre, nunca negligencie os sinais do seu organismo.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

CÂNCER DE MAMA E OVÁRIO E ESTUDO GENÉTICO

Aproximadamente 5 a 10% dos tumores de mama e ovário são de origem familiar ou hereditários. Nesses casos, os fatores genéticos possuem um preponderante papel como fator de risco para o desenvolvimento da doença.

Os genes BRCA1 e BRCA2 são os dois genes de maior relevância envolvidos nos tumores de mama e de ovário hereditários. As estatísticas mostram que 1em cada 8 mulheres são afetadas por câncer de mama, e que 1 em cada 71 mulheres são afetadas por câncer de ovário em sua vida.  Aproximadamento 80% das famílias com padrão de herança da síndrome do câncer de mama e de ovário hereditários apresentam mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.     Quando há indicação clínica, a pesquisa de variantes genéticas nesses genes é fundamental para o delineamento da conduta clínica adequada.

O exame realiza o sequenciamento total para a pesquisa de mutações nesses genes através da técnica de sequenciamento de nova geração (NGS). Atualmente é a metodologia mais rápida e precisa para análise de variantes nesses genes. Através de uma simples coleta de saliva, o DNA é isolado e a análise realizada.

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A CAFEÍNA E SEUS BENEFÍCIOS

O consumo de café em quantidade moderada pode trazer diversos benefícios para sua saúde. Café tem praticamente 0% de calorias. É uma grande fonte de cafeína (cerca de 90% de sua composição), contendo ainda sódio, tiamina, niacina, ácido fólico, fósforo, magnésio, manganês, juntamente com o potássio e riboflavina. Verificou-se que o café contém cerca de 1.000 tipos de compostos químicos e é uma fonte de antioxidantes. Estudo do New England Journal of Medicine revelou que o consumo regular do café é inversamente proporcional a mortalidade por todas as causas.

A cafeína tem efeitos benéficos na performance esportiva. O consumo do café mesmo em pequenas doses resulta em efeitos benéficos na performance esportiva em toda a gama de atividades físicas. O consumo do café puro ou da cafeína 1h antes do exercício esteve associado com aumento de quase 5% na performance.

  • A cafeína ajuda também na perda de peso. Isso porque, ela é um excelente termogênico, mantendo um alto gasto do metabolismo por até 3h após o término de um de exercício físico.
  • Muitas pessoas tem receio de consumir o café devido a possíveis relações com piora da hiperatividade. Mas os estudos mostram exatamente o contrário. Uma xícara de café tem efeito similar à 10mg de ritalina.
  • A dose máxima de cafeína por dia de acordo com a RDC n 18/2010 Anvisa é de 420mg ou, em média, de 3mg por kg/peso de maneira individualizada. Procure sempre a orientação do médico para toda a sua alimentação e saúde.
  • O consumo do café ainda está relacionado com menor risco do desenvolvimento do diabetes. Uma pesquisa feita em Harvard mostrou que consumir café todos os dias diminuiu o risco de desenvolver diabetes 2. O café, tanto o comum quanto o descafeinado, contém ácido clorogênico e a trigonelina alcaloide, que auxiliam na redução de glicose e insulina, sendo útil para pacientes diabéticos tipo 2.
  • O café tem propriedades anti-cancerígenas. A presença de ácido clorogênico, ácido caféico e fitoestrogênios ajudam a reduzir os riscos de câncer de mama. Verificou-se que as pessoas que bebem diariamente café, tiveram riscos reduzidos de câncer de esôfago, câncer de faringe, câncer de próstata e câncer de fígado.
  • Café reduz o risco de perda de memória. As pesquisas revelam que além de melhorar a memória, previne a demência e doença de Alzheimer em pessoas idosas, estimulando a eficiência neuronal no cérebro, através da liberação de neurotransmissores como a dopamina e norepinefrina. Auxilia também na melhora do humor e no alívio do stress, com impacto positivo também sobre a doença de Parkinson.
  • O consumo de café ajuda na melhor eficiência do fígado. Isso reduz o risco de colangite esclerosante primária, que pode levar a cirrose do fígado e insuficiência hepática, em última análise. Ele também reduz a ocorrência de carcinoma hepatocelular, que é uma forma de câncer de fígado.
  • Contém uma grande quantidade de antioxidantes, auxiliando no fortalecimento da imunidade.
  • Auxilia no combate aos quadros de dores de cabeça e enxaquecas. Ele também provoca o efeito de captação gastrointestinal em analgésicos.
  • Melhora o humor, alivia o stress e aprimora as funções cognitivas, tais como tempo de reação, memória e raciocínio.
  • Auxilia na prevenção da constipação intestinal e facilita os movimentos intestinais, estimulando o movimento muscular e auxiliando na evacuação.

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ANDROPAUSA

Andropausa ou Hipogonadismo Masculino Tardio

 A andropausa ocorre quando existe redução progressiva da concentração de testosterona no sangue, observada com o avanço da idade, acompanhada da ocorrência de sinais e/ou sintomas. É também conhecida como Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) e, na literatura em língua inglesa, “partial androgen deficiency of the ageing male (PADAM)”, “late-onset hypogonadism (LOH)” e ” low testosterone syndrome (LTS)”.

A partir dos 30 anos de idade, o homem apresenta uma redução anual de cerca de 2% da testosterona biodisponível.

Os principais sinais e sintomas associados a redução dos níveis de testosterona são: falta de iniciativa, depressão, fadiga crônica, dificuldade de concentração, perda de energia, cansaço, anemia, acúmulo de gordura abdominal, diminuição da massa muscular, fraqueza muscular, diminuição de libido, disfunção erétil, síndrome metabólica, perda de altura, fraturas, crescimento mais lento dos pelos, inferioridade e osteoporose.  É preciso lembrar que medicamentos anti-hipertensivos, ansiolíticos, antidepressivos e bloqueadores de receptores H2 também podem causar disfunção erétil e perda de libido.

 

 Andropausa e Diabetes Mellitus tipo 2

A prevalência de hipogonadismo é maior em portadores de diabetes mellitus tipo 2 e a terapia com testosterona, nesses casos, contribui para diminuição da circunferência abdominal, melhora da resistência insulinica, do controle glicêmico e da hipercolesterolemia. A terapia androgênica reduz a mortalidade nos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e hipogonadismo.

Andropausa e Síndrome Metabólica

Existe também maior prevalência da síndrome metabólica em homens com níveis de testosterona no tercil mais baixo, quando comparados aqueles com o hormônio no tercil mais alto. A composição corporal tende a se modificar com o uso de testosterona, aumentando a massa magra e diminuindo a gordura corporal, com melhora do quadro metabólico.

Quanto maior a massa muscular, menor a resistência insulínica. Para cerca de 10% do aumento da massa muscular, há uma redução de 23% na prevalência de intolerância a glicose.

Andropausa e Obesidade

 O tratamento da obesidade, quando associada ao hipogonadismo, se beneficia com a reposição de testosterona. A diminuição dos níveis sangüíneos de testosterona favorece o acúmulo de massa gorda e o aumento do tecido adiposo se acompanha de maior quantidade de enzima aromatase, que converte testosterona em estradiol, acentuando, assim, a deficiência androgênica.

Andropausa e Doenças Cardiovasculares

Em pacientes idosos, o risco de mortalidade aumenta, progressivamente, quanto mais baixos forem os níveis sangüíneos de testosterona, especialmente no que se refere as doenças cardiovasculares e respiratórias. Pacientes com doença arterial coronáriana tem níveis mais baixos de testosterona do que controle saudáveis. A reposição de testosterona em pacientes com angina melhora o limiar isquêmico e a qualidade de vida.

A testosterona atua diminuindo as citocinas inflamatórias (fator de necrose tumoral alfa, interleucina 6 e interleucina 1-beta) e aumentando o nível da citocina anti- inflamatória interleucina 10, contribuindo para evitar as doenças cardiovasculares e melhorar as preexistentes.

Andropausa e Câncer de Próstata

O hipogonadismo induzido para tratar câncer de próstata aumenta a mortalidade, por todas as causas, em homens com história de doença coronáriana prévia, com insuficiência cardíaca ou infatto do miocardio. O tratamento com testosterona representa uma contra-indicação absoluta na presença de câncer de próstata, o tumor mais freqüente no homem, embora não haja evidência que a testosterona possa causar câncer de próstata.

Andropausa e Depressão

 Os níveis de testosterona se correlacionam com o humor, havendo evidências de que níveis baixos se associam a depressão, nervosismo, irritabilidade e ansiedade, e que a terapia hormonal reverte estes sintomas.

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