DEFICIÊNCIA DE VITAMINA C

A deficiência da vitamina C não é tão rara na prática clínica como se pensa e pode se manifestar como cansaço, fraqueza, dores musculares e articulares, pele ressacada, queda de cabelo, sangramento gengival e nasal, hematomas espontâneos, falta de apetite, perda de peso, mudanças de humor, anemia, má cicatrização e redução da imunidade.

Os alimentos ricos em vitamina C são: Lichia, Laranja, Tangerina, Limão, Manga, Abacaxi, Goiaba, Melão, Kiwi, Morango, Acerola, Caju, Tomate, Brócolis, Espinafre, Aspargos, Couve Verde, Repolho, Rúcula e Agrião.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.

DECLÍNIO FISIOLÓGICO DO HORMÔNIO DO CRESCIMENTO

O hormônio do crescimento humano é um dos muitos hormônios que tem sua produção diminuída com a idade, tal como acontece como o estrogênio progesterona, testosterona, melatonina e DHEA.

O declínio fisiológico do Hormônio do Crescimento, com a idade, está diretamente relacionado a muitos dos sintomas do envelhecimento, tais como, diminuição nos níveis de energia e função sexual, aumento no percentual de gordura corporal e doenças cardiovasculares, osteoporose, depressão, insônia, etc.

O hormônio do crescimento, HGH ou somatropina, é o mais abundante hormônio liberado pela hipófise. Sua produção ocorre em picos com maior intensidade á noite, durante a fase de movimentos rápidos dos olhos (REM) e em pico menor, durante o jejum e após exercícios físicos.

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SAÚDE DENTÁRIA E DOENÇA CARDÍACA

A saúde bucal é vital para a saúde geral. Mais de 80% da população norte-americana, por exemplo, vivem com problema periodontal ou gengival que muitas vezes não é diagnosticado. Isso se deve ao fato de o paciente não ir ao dentista porque os dentes aparentemente estão bem, e as consultas médicas raramente se concentram na saúde bucal.

Há evidências de dois fatores específicos entre saúde bucal e doença cardíaca. Primeiro, estudos recentes mostram que se você possui doença periodontal em estágio moderado, você corre mais riscos do que alguém que possua gengiva saudável. Segundo, a saúde bucal fornece sinais de advertência aos médicos para uma gama de problemas e doenças, incluindo doença cardíaca.

A saúde bucal e a doença cardíaca estão conectadas pela disseminação de bactérias – e outros germes – a partir de sua boca para outras partes do seu corpo através da corrente sanguínea. Quando essas bactérias alcançam o coração elas se aderem a qualquer área lesionada e causam inflamação. Isto pode resultar em doença como a endocardite; uma infecção do revestimento interno do coração. Outros problemas cardiovasculares como a aterosclerose (artérias entupidas) e AVC (Acidente Vascular Cerebral) também estão ligados a inflamações provocadas por bactérias bucais, de acordo com o American Heart Association, associação cardíaca dos Estados Unidos.

Pacientes com problemas crônicos como gengivite ou doença periodontal avançada têm maior risco de desenvolver doença cardíaca causada por saúde bucal precária, principalmente se ela não for diagnosticada e não for tratada. As bactérias associadas com a periodontite estão na boca e podem entrar na corrente sanguínea onde se fixam aos vasos sanguíneos e aumentam o risco de doença cardiovascular. Mesmo que você não tenha inflamação aparente na gengiva, a higiene bucal inadequada e a placa acumulada podem resultar em doença periodontal. A bactéria também pode migrar para a corrente sanguínea aumentando o nível de proteína C reativa, que é indicadora de inflamação dos vasos sanguíneos. Isto pode aumentar o risco de doença cardíaca e AVC.

De acordo com a American Association of Periodontology (AAP) (Associação Americana de Periodontologia), você pode ter doença periodontal, mesmo em seus estágios iniciais, se:

Sua gengiva está vermelhas, inchadas ou doloridas ao toque.

Sua gengiva sangra quando você come, escova ou usa o fio dental.

Você vir pus ou outros sinais de infecção em volta da gengiva e dos dentes.

Sua gengiva parecer estar se afastando dos dentes.

Você tiver mau hálito frequentemente ou notar um gosto ruim na boca.

Algum dente estiver mole ou se você notar que ele está se afastando dos outros dentes.

Uma boa higiene bucal e exames regulares são a melhor maneira de proteção contra o desenvolvimento da doença periodontal. Recomenda-se escovar os dentes três vezes por dia com escova de cerdas macias e cabeça pequena (compacta) para que alcance todas as superfícies dentárias adequadamente. Você também deve usar o fio dental diariamente e ir ao dentista para fazer limpezas regulares.

Ao ter uma postura proativa em relação a sua saúde bucal, você pode se proteger da doença cardíaca relacionada à saúde bucal e manter seu sorriso saudável, limpo e bonito por toda a sua vida.

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RABDOMIÓLISE

Exercícios intensos podem induzir lesão grave da musculatura esquelética caracterizando um quadro de rabdomiólise. O dano pode resultar na elevação da creatinoquinase, desidrogenase láctica (DHL) e da mioglobina. A rabdomiólise severa e grave, pode induzir uma lesão renal, em razão da precipitação da mioglobina a nível de túbulos renais. No entanto, alguns estudos não observaram sinais de comprometimento renal em pacientes submetidos a exercícios físicos intensos.

Elevação da CK induzida pela macro CK

A atividade da creatinoquinase detectada no soro é devida na grande totalidade a CK-MM, restando uma pequena fração, aproximadamente 4% para a CK-MB. A fração CK-BB é encontrada no cérebro e está praticamente ausente no sangue de indivíduos normais.

Além das três isoenzimas típicas da creatinoquinase, são descritas duas outras isoenzimas macromoleculares que, habitualmente, não são encontradas no sangue, denominadas de macro CK tipos 1 e 2. A macro CK do tipo 1 é um complexo formado pela CK-BB ou CK-MM que se liga a uma imunoglobulina G ou A e, não estão relacionadas a uma patologia específica. Trata-se de uma variação da normalidade. Já a macro CK do tipo 2 é um complexo oligomérico de origem mitocondrial com algum grau de associação com neoplasias.

Os indivíduos portadores dessas isoenzimas macromoleculares na circulação, apresentam níveis cronicamente elevados de creatinoquinase, sem uma causa que a justifique. Nessa situação, os outros parâmetros laboratoriais correlacionados, tais como aldolase, desidrogenase láctica e mioglobina encontram-se dentro do intervalo de referência. Métodos laboratoriais para pesquisa de macro CK são disponíveis e devem ser solicitados quando houver suspeita da presença dessas macromoléculas.

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TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA EM HOMENS

A deficiência de testosterona nos homens com mais de 50 anos é uma síndrome clínica caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas em combinação com baixos níveis de testosterona.

      Os sintomas da deficiência de testosterona incluem a diminuição da sensação de bem-estar, diminuição da libido, diminuição da disposição, irritabilidade, disfunção erétil, depressão, diminuição da massa muscular, aumento do índice de massa corporal e percentual de gordura corporal.

       O objetivo da reposição de testosterona é aliviar os sinais e sintomas do hipogonadismo com melhora da função e desejo sexual, aumento da disposição, sensação de bem-estar, aumento da vitalidade, aumento da massa muscular, diminuição da cintura abdominal, diminuição da gordura corporal, aumento da densidade mineral óssea, melhora da sensibilidade insulínica, diminuição da glicemia em pacientes diabéticos, e melhora dos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) em pacientes diabéticos do tipo II.

      A deficiência de testosterona é extremamente comum nos homens com mais de 50 anos e, na maioria das vezes, o diagnóstico é negligenciado ou não identificado pelo médico. A prevalência da deficiência de testosterona sintomática chega a 13% dos homens com mais de 50 anos no EUA, com uma incidência de 12 novos casos a cada 1000 indivíduos a cada ano nos EUA e na Europa. Além disso, alguns indivíduos estão mais sujeitos ao desenvolvimento da deficiência de testosterona como homens com diabetes tipo II, obesos, pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e pacientes com uso crônico de opióides.

      O uso de produtos e prescrições com testosterona cresceram substancialmente na última década. No entanto, em 2007 o Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos EUA responsável pelo controle dos alimentos e medicamentos, mostrou que menos de 5% dos homens com hipogonadismo ou andropausa estavam sendo tratados. O aumento nas prescrições com testosterona, principalmente na forma em gel, resultou do aumento da preocupação, de médicos e da população, com a deficiência de testosterona e os evidentes benefícios da reposição. Essa preocupação trouxe à tona a importância e o conceito de “menopausa masculina“ ou andropausa e que efetivamente o tratamento com TRT traria enormes benefícios para o indivíduo. De fato, evidências científicas das últimas 4 décadas mostram que baixos níveis séricos de testosterona estão associados com maior risco de aterosclerose, aumento do risco e da mortalidade cardiovascular. Notadamente, o US Health Care Expendures, órgão norte-americano de controle de custos com a saúde, projeta que a deficiência de testosterona estará relacionada somente nos EUA, nos próximos 20 anos, com 1.3 milhões de novos casos de doenças cardiovasculares, 1.1 milhões de novos casos de diabetes tipo II e mais de 600.000 casos de osteoporose relacionados com fraturas em homens com mais de 50 anos de idade.

        Nos EUA metade dos homens saudáveis com idade entre 50 e 70 anos possuem níveis de testosterona total sérica 50% menor do que homens saudáveis entre 20 e 40 anos de idade. No entanto, o declínio dos níveis de testosterona pode ter início aos 30 anos de idade e, nos últimos anos tem sido cada vez mais precoce. Nos EUA, por exemplo, observa-se que a cada ano os níveis de testosterona nos homens é cada vez menor. Esse declínio progressivo observado na população parece ter uma intima relação com a presença de substâncias químicas e industriais que alteram a produção hormonal do organismo humano, também conhecidos como “disruptores endócrinos“. O Bisfenol A (BPA) e os Ftalatos, por exemplo, utilizados na fabricação de plásticos significativamente reduzem os níveis de testosterona em homens e mulheres sendo observado, principalmente, nas crianças entre 6 e 12 anos de idade. Essa diminuição precoce dos níveis de testosterona total na população traz enorme preocupação visto o importante papel hormonal da testosterona no desenvolvimento sexual dos indivíduos jovens e na manutenção da capacidade funcional no homem com mais de 65 anos de idade.

        Em 6 de agosto de 2015 foi publicado no European Heart Journal da European Society of Cardiology (ESC) o maior estudo observacional até o momento relacionando a TRT e o risco cardiovascular. Nesse estudo, os pesquisadores examinaram os efeitos da TRT e os desfechos cardiovasculares comparando as incidências de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e mortalidade por todas as causas entre diferentes sub-populações tratadas e não tratadas. Esse estudo acompanhou 83.010 homens com mais de 65 anos de idade, todos sem histórico de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral que foram tratados com TRT entre 1999 e 2014. Dos indivíduos estudados apenas 65% deles atingiram níveis normais de testosterona total após o início da TRT. Esse grupo obteve significativa diminuição de eventos cardiovasculares e morte por todas as causas em comparação com os pacientes que receberam a reposição de testosterona mas não atingiram valores normais de testosterona total após o tratamento. O grupo que não recebeu a TRT teve maior número de eventos cardiovasculares e morte por todas as causas em comparação com os pacientes que receberam a terapia de reposição com testosterona. Esse foi o primeiro que evidenciou a relação entre a normalização dos níveis de testosterona total com maior redução da mortalidade, infartos agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.

         De fato, os benefícios da normalização dos níveis de testosterona com a TRT para o homem com deficiência de testosterona parecem proporcionar notável melhora de diversos fatores de risco cardiovasculares: hipertensão arterial sistêmica, perfil lipídico e aterosclerose, sensibilidade insulínica e diminuição gordura corporal. Além disso, deve-se considerar a significativa melhora sexual e cognitiva do homem, da prevenção de doenças crônicas como o Alzheimer e a osteoporose, na redução da mortalidade por todas as causas e na manutenção da capacidade funcional no homem após os 65 anos de idade.

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