OMEPRAZOL: RISCOS E CUIDADOS

O Omeprazol foi um medicamento que surgiu como uma autêntica revolução no tratamento de diversas doenças que atingem o estômago. É um medicamento da classe dos inibidores da bomba de prótons e indicado para pessoas que sofrem de má digestão, refluxo, azia, hérnia de hiato ou úlceras pépticas benignas, tanto gástrica como duodenal. Apesar de seu valor no arsenal terapêutico, é um medicamento que deve ser usado apenas sob orientação médica e com a devida moderação.

Seu uso prolongado (cerca de dois anos) pode provocar demência e traz mais chances de desenvolver doenças do coração.

Nos últimos três anos, a Food and Drug Administration (FDA) emitiu dois alertas sobre os inibidores da bomba de prótons, de acordo com o Harvard Heatlh Publications. Em abril de 2011, a agência alertou que o uso prolongado (mais de um ano) deste tipo de medicamento poderia levar a uma queda na absorção de magnésio, elevando o risco de arritmias, derrames cerebrais, convulsões, enfraquecimento dos ossos e espasmos musculares.

Pesquisadores da Kaiser Permanente, líder na indústria da saúde norte-americana, demonstraram que o uso contínuo do Omeprazol leva a uma baixa absorção de vitamina B12. 

Por isso, tais medicamentos não devem ser usados por longo prazo. Devem ser apenas prudentemente usados em casos de úlceras estomacais, refluxos e gastrites. Embora existam alternativas ao Omeprazol, nenhum medicamento ainda conseguiu ser tão eficiente quanto este.

O omeprazol reduz a produção de ácido clorídrico e uma das funções do ácido produzido no estômago é inibir a chegada de bactérias ao intestino, prevenindo infecções. Além disso, a mesma célula que produz o ácido clorídrico também produz uma substância chamada fator intrínseco, essencial na absorção da vitamina que B12. A deficiência dessa vitamina pode causar, no futuro, por exemplo, a demência.

A baixa acidez no estômago também reduz a metabolização e prejudica a retirada do ferro e do cálcio dos alimentos A falta de ferro pode levar à anemia e a de cálcio pode acarretar osteopenia ou até mesmo osteoporose. É fundamental que o uso do medicamento seja prescrito e acompanhado por um profissional, já que seu uso indiscriminado pode acarretar efeitos colateral.

Quem faz uso do medicamento e tem acompanhamento médico não deve se preocupar pois cabe ao profissional de saúde monitorar tais deficiências e saber como contorná-las.

Nossos artigos tem caráter meramente informativo e não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Consulte sempre seu médico.